O admirável generalíssimo do PS, em mais uma das suas habituais manifestações de indiscutível genialidade, veio informar o povo desta maravilhosa promessa: o PS, se o deixarmos (xiça penico!), proporcionar-nos-á gastar mais 1.900 milhões de euros provenientes da baixa da TSU, ainda que tal baixa custe à Segurança Social a módica quantia de 5.000.000.000 (leu bem, cinco mil milhões de euros). Não é possível ligar uma coisa à outra, sendo de duvidar que os altamente esclarecidos economistas contratados pela irmandade socialista, o consigam fazer.
Talvez por isso, alguns esclarecimentos foram prestados pela agremiação: a baixa da TSU é para recuperar… daqui a 4 anos! Estão a ver: a malta recebe do Estado um empréstimo que, a seu tempo, lhe será cobrado. Esse tempo será… depois de acabada a legislatura que o PS quer comandar. É a filosofia do 44 na sua mais requintada expressão: gastar agora para pagar depois. Se forem os outros a pagar, então, é uma maravilha! A habitual doutrina do “quem vier atrás que feche a porta” a funcionar na maior.
É claro que isto é fruto de um olhar enviesado, o meu e de mais alguns incrédulos, olhar que a organização do generalíssimo já corrigiu, noutros papéis e declarações: os 1.900 milhões já não são 1.900, são 1.050; o buraco na SS não é de 5.000.000.000, mas de 612 em 2016 e de 1.166 em 2017, não se sabendo de quanto será a partir daí.
(Não estou a inventar nada, estou a ler o jornal.)
A conclusão só pode ser uma: estamos perante uma espécie de vale tudo. Vale tudo e o seu contrário, se não é preto é branco e, se convier, também pode ser amarelo às riscas. Preciso é cavalgar as ondas e ondinhas que forem aparecendo.
Diz-se, e não foi desmentido, que as dívidas da irmandade socialista somam 19 milhões de euros. Não acreditem. À boa maneira da casa, tanto podem ser 19 como 50, como 0,2.
Podemos estar descansados.
5.6.15

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