IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


RUI TAVARES

Este nosso recém conhecido, dado às luzes do mundo pelo inefável Louçã e por essa catequista do socialismo que manda no jornal “Público”, teve, em pouco tempo, uma data de títulos. Já foi “deputado europeu do Bloco de Esquerda”, “deputado europeu” sem Bloco de Esquerda, “Historiador”, “dirigente do Livre”… Não sei se se atribuíu mais alguma “profissão”, mas talvez não lhe ficasse mal “propagandista do Syriza” ou, por exemplo, “pretendente a salvador da esquerda”, “aspirante a um lugarzinho no PS”, ou outros qualificativos igualmente justos.

Os nomes interessam menos que quem os usa, ainda que se auto classifique ao usá-los. Este Tavares tornou-se político, como acima disse, pela mão do Louçã, que o fez assentar praça em general, quer dizer em Estrasburgo e Bruxelas. Isto permitiu-lhe propagandear inúmeras viagens, presenças em variegados aeroportos, escrever crónicas sobre diversas civilizações, sempre com a ajuda da tal senhora do “Público”, muito interessada em ajudá-lo com espaço e umas massitas que fazem muito jeito, sobretudo depois de ter chegado ao fim o eurotacho. A certa altura do seu brilhante percurso, o nosso homem zangou-se com o Louçã e acabou o namoro. Esperava, coitado do Louçã, que ele, abandonado o barco, voltasse para casa. Nem pensar! O Louçã pensava que o lugar era do Bloco, o Tavares disse que não. Ele foi eleito! Antes de o Louçã o ir buscar ninguém sabia quem ele era, mas a moral da esquerda republicana e socialista é mais forte que a lógica das coisas, isto é, morder na mão do dono deve fazer parte do catecismo em vigor.

Foi pós esta demonstração de honradez que o Tavares deixou de se declarar do Bloco, para passar a assinar só “deputado Europeu”. Percebeu que a consideração pública que ganhara era igual a zero, mas conveniências são conveniências e o tipo tinha que aproveitar o conhecimento público que tinha ganho à pala do Louçã. Lá ficou pela estranja até acabar o mandato e, pela estrada aberta pela fulana do “Público”, começou a “construir a alternativa”, ou seja, a tratar da vidinha. Não é o que quase todos andam a fazer?

Tudo isto seria, helas!, “perdoável”, não fora a súbito proselitismo “moral” a que o homem se agora se dedica.

Ignorando que toda a gente lhe conhece o currículo político (não se sabe se tem outro), este torquemadazinho da porcalhota vem, do alto da belmírica tribuna, acusar Passos Coelho de “inversão moral”(!?): atrasou-se a pagar sobre verbas recebidas de fundos europeus para pagamento de “nada de especial”. E o que o Tavares recebeu do Parlamento europeu por um cargo a que não tinha qualquer direito substantivo e que foram, de longe, bem mais chorudos do que Passos jamais terá recebido e cujos impostos estão pagos? Terá feito alguma “coisa de especial”, para além de trair quem o promoveu? Como é que este badameco se atreve a prègar moral para consumo das massas?

É o que está a dar, não é? Para gente do nível mental e ético do Tavares, é o que interessa. Não foi este tão sério político/comentador quem, quando, depois de desbragada propaganda, o Syriza começou a levar para trás, achou que era tudo uma grande vitória? Transformar a mentira em verdade não é, afinal, demonstração clara do que é a moral republicana e socialista de alto nível?

 

9.3.15

 

António Borges de Carvalho



7 respostas a “RUI TAVARES”

  1. Ou seja: o Tavares recebeu mais dinheiro indevido do que o Passos, logo não tem moral para o criticar. Vamos a contas. Segundo o chocado Marinho, um eurotacho ascende a 17.000€/mês. Ele deve saber, porque o mama à distância. Ora, consta que o Passos recebia 8.000€/mês na Tecnoforma. Claro que devia acrescer popó, cartão de crédito, e outros justos prémios para tão hábil gestor. No entanto, a menos que recebesse “comissões” por fora, parece difícil chegar aos 17.000€/mês do Tavares. Logo, o Irritado terá razão: o Tavares abichava mais do que o Passos. Mas não é disso que o Tavares fala. Ele fala de «trabalho na Tecnoforma que ninguém percebe qual foi», que vinha de «fundos europeus obtidos para acções sociais que nunca chegaram a ocorrer», e que «começaram num tempo em que Passos Coelho era deputado em exclusividade, e continuaram depois com formações em aeródromos inexistentes». Ou seja: mama pura e dura nas esmolas europeias, e muito provavelmente nos nossos impostos, em parceria com o RELVAS. Recordo que a Tecnoforma metia também offshores, e outras alcavalas. O chuleco Tavares tem moral para falar? Claro que não. Tem a mesma do Passos.

    1. Não se preocupe. Ele sabe que os nomes (sejam eles engraçados, ou não) não “retiram razão aos respectivos comentários”.Pode é suceder que os comentários exteriorizem a respectiva parvoíce. Mas, como diria o outro, “é a vida”!Né?

  2. Prós e Contras. Tema: O que pensam os portugueses da política e dos políticos? Convidados: uns pulhitólogos anódinos, e o Mamão Capucho. Porquê (só) o Capucho? Porque, aposto, foi o único pulhítico que aceitou ir. Os outros recusaram todos porque o tema prometia molho, e nenhum quer passar vergonhas em ano de eleições. Mas não houve molho. Carneiros sentadinhos e caladinhos, a ouvir os pífios participantes, num transe apático. Se alguém não entende como é possível subsistir este esgoto político em Portugal, basta ver este programa. Um empresário qualquer, praí da minha idade, até disse algo deste tipo: voto sempre nos 3 partidos principais, os únicos «que me dão garantias»; e antes de cada eleição, escolho o que me inspira mais confiança. Nesta altura espetei um garfo no olho. É provável que os espectadores sejam filtrados. O programa é em directo, não devem arriscar. Alguns, quem sabe, sentir-se-ão intimidados pelas câmaras. Etc. Tento repetir estas desculpas de mim para mim, mas não chega. É escusado. Está ali, chapado e escarrado, o fado tuga. Comer e calar. Não fazer ondas. Ir botar o botinho, e esperar o melhor. Ser enganado, chulado, roubado, gozado uma e outra vez, por quarenta anos, cinquenta anos, cem anos se for preciso, e nunca mudar. Jamais teria havido 25/4 sem a revolta corporativa dos militares. Os pulhíticos são corruptos? Não faz mal, “deixam obra”. Arruínam o país? Paciência, emigramos. Mamam e aldrabam? Que importa. Desde que me deixem umas migalhas, uns subsídios manhosos, um Cagalhães pró puto, um popó alemão na garagem (abaixo a Alemanha!), uns lucros fáceis no casino bolsista (abaixo os mercados!), um T1 em Quarteira, umas férias acarneiradas para pôr fotos no Feicebuque… Bem. Espero que o Irritado perdoe o desabafo.

    1. Meu caro, nada tenho a desculpar! Desabafe à vontade. V. é que é IRRITADO a sério! Só é pena que o tema seja sempre o mesmo.Uma pequena correcção: do pouco que tive a pachorra de ouvir, ouvi uma tipa do “Livre” e um gajómetro tipo Syriza a dizer os disparates do costume.Vou perder uns minutos com essa história? Talvez.

  3. Não se canse o Irritado com as pulhices dos Louçã boys. Toda a arenga que debitam é pura intoxicação e não vai mudar até que os portugueses eleitores percebam que tirando o PS, social democrata disfarçado de socialista, à esquerda é tudo bandos de aldrabões que escondem o comunismo antidemocrático atrás de uma linguagem críptica que o povo não entende.Vivem e prosperam neste logro e no colo que lhes dá a imprensa onde ainda proliferam os mesmos espécies, filhos de Abril. Os vende dores de pátrias e de sonhos.Não é previsível que cheguem ao poder. Se o fizerem, porque em política a realidade ultrapassa a ficção, logo serão trucidados pela realidade, qual syrizas de pacotilha.Talvez antes dessa calamidade o regime caia de podre.

  4. Boa tarde,que e-mail podemos usar para entrar em contacto? Se preferir não divulgá-lo aqui, contacte-nos, por favor, pelo sapoblogs@sapo.pt (é uma questão técnica relacionada com o blog, com a qual esperamos ajudar)Pedro NevesSAPO Blogs

  5. Depois de ler o que ouvi aqui sobre o Rui Tavares gostava de perceber onde é que se informam e como fundamentam as vossas opiniões, é que do Passos não falo porque não tem por onde se lhe pegue, agora de onde veio tamanho ódio ao Rui Tavares é que não percebo, tenho acompanhado as suas ideias e não vejo como possam causar tamanho desinteresse, assim como um cómodo desprezo aqui demonstrado, o que para mim só revela uma profunda ignorância. Se procurarem saber o trabalho que fez como Eurodeputado, ao contrário dos liberais que por lá andaram, e onde aplicou o ordsenado que recebeu como Eurodeputado também é público, expliquem-me PORQUÊ, e não me venham com palavras como “radical” e “comuna”, ou é só mesmo um ódio geral aos valores de esquerda, prefiro a minha utopia à vossa realidade egoística e do bota abaixo qualquer pessoa que tente entrar na política de uma forma saudável, não, fazer carreira no aparelho partidário é que é de valor. Saudações democráticas (se é que dão vaçor a isso pois nem isso me parece)

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