IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


DA HONESTIDADE INTELECTUAL

Um tal Viriato (o do Diário de Notícias, não o dos Montes Hermínios), habitual debitador de “soluções” mitológicas e de dislates esquerdóides, veio decretar que a dona Maria Luís “cometeu um grosseiro lapso freudiano” ao dizer que os governos dos países do euro “tinham decidido, por unanimidade”, a favor do prolongamento da austeridade. – Esta do prolongamento da austeridade é da cabeça do Viriato, não correspondendo ao que a ministra terá dito. Adiante. – O “grosseiro lapso freudiano” – seja lá isso o que for – consistia em pôr a Grécia “fora do eurogrupo”. Quereria o regurgitante intelectual significar que, sendo a Grécia membro do eurogrupo, não podia ter havido “unanimidade”. Se este pensador de vão de escada fosse sério perceberia que, sendo a recusada proposta feita pela Grécia, aos outros competia julgar, e julgaram por unanimidade. Quando a um tipo destes faltam razões, entra na especulação barata e na aldrabice sem peias. Talvez seja grosseiro e freudiano, mas não é lapso, é assim mesmo.

O homem queria razões para concluir o que segue: a maioria portuguesa está possuída de “cegueira servil e obediente” que a faz “trocar o interesse nacional pela satisfação imediata do seu egoísmo de ‘fação’ eleitoral”. Conclusão esta com certeza integrada na incessante campanha oposicionista que vem levando, de braço dado com o DN. E pronto.

Interessante é verificar que a tal “cegueira servil e obediente” é partilhada por mais 18 governos, pelos vistos todos eles cegos, servis e obedientes. Uma epidemia. Um caso de saúde pública? Não. Um caso individual de falta de saúde mental crónica, agressiva e, é de ver, paga.

E também não deixa de ser interessante que, no parecer do fulano, tal cegueira seja nada menos que, em português coxo e ortográfico, a dita “satisfação imediata do egoísmo de ‘fação’ eleitoral” do governo. Esta é de cabo de esquadra, já que é evidente que, no seu “imediato” interesse eleitoral, seria mais cómodo e interessante para o governo se, nesta matéria, se pusesse a dar uma no cravo outra na ferradura, mais que não fosse para ir buscar uns votinhos às zonas por onde andam os indecisos que tendem a ir na conversa proto-Varofaquiana do Costa. Se o PM opina como opina, não é, gritantemente, porque sacrifique o interesse nacional aos votos votos mas, simplesmente, porque é um tipo sério.

Concluamos nós: seriedade não é coisa que faça parte dos costumes nas florestas de enganos onde vicejam os viriatos do nosso tempo.

 

18.2.15

 

António Borges de Carvalho



4 respostas a “DA HONESTIDADE INTELECTUAL”

  1. DA HONESTIDADE INTELECTUALUm tal Pedro (o do PSD, não o de Sergei Prokofiev), habitual contador de “estórias” infantis como as que seguem:“Estas medidas põem o País a pão e água. Não se põe um País a pão e água por precaução”“Estamos disponíveis para soluções positivas, não para penhorar o futuro tapando com impostos o que não se corta na despesa”“Aceitarei reduções nas deduções no dia em que o Governo em que o Governo anunciar que vai reduzir a carga fiscal às famílias”“Vamos ter de cortar em gorduras e de poupar. O Estado vai ter de fazer austeridade, basta de aplica-la aos cidadãos”“Se vier a ser necessário algum ajustamento fiscal, será canalizado para o consumo e não para o rendimento das pessoas”“Se formos Governo, posso garantir que não será necessário despedir pessoas nem cortar mais salários para sanear o sistema português” – VERDADEIRA PÉROLA!Concluamos nós: seriedade não é coisa que faça parte dos costumes nas florestas de enganos onde vicejam os pedros do nosso tempo.

    1. Na mouche. Só que, de boas e sérias intenções está o inferno cheio. O que temos não é o resultado das intenções do Pedro, é o da situação que herdou, cheia de porcaria debaixo dos tapetes, e dos remédios para ela que, bons ou maus, não foram de sua autoria. Facto é que os sacrifícios que temos praticado com honestidade estão a ter bons resultados. O resto é politiquice, demagogia, baralhar números e pôr as coisas de pernas para o ar. Veja os resultados dos gregos, que se borrifaram no memorando!

      1. Esta é “A CANÇÃO DO BANDIDO”, a verdadeira!

        1. Ó “burro”, ainda não entendeste que HONESTIDADE INTELECTUAL não faz parte da matriz do irritado?

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