IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


NOTAS DE UMA MANHÃ DE SÁBADO

 

Ele há coisas espantosas. A chamada descentralização, boa ou má ou assim assim, não sei ao certo, foi e é bandeira do Costa, do Rio, do PC, do BE et alia. Uma “fé” mais ou menos generalizada. Mas, atenção! Se for feita pela coligação já não presta. Foi ver as meninas do BE, os novos rapazolas do PC, os velhos jacobinos do PS, tudo aos gritos, que se trata de uma desgraça, que o governo o que quer é alijar responsabilidades, o caneco.

Em que ficamos? Ficamos em que tudo o que for tirar, ou delegar competências do sacrossanto Estado, é mau, mesmo quando, na véspera, de braço dado com o “excelente” poder local, era o máximo. O que, aliás, está de acordo com o “projecto” de tal gente: quem dominar o Estado, domina tudo, e quem põe esse tudo em causa está a tirar à matilha a “unicidade” de que precisa para as suas tirânicas ambições.

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O PR, afinal, está feito com o PS. Até condecorou um autarca socialista que foi acusado das maiores tropelias pelo Tribunal de Contas. Que descoco!

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O ultra oco Costa chegou à conclusão que a TAP, tal como existe, é “garantia da soberania nacional”. Fantástico, não é? É o que diz a experiência, pelo menos na cabeça do fulano: a Espanha, o Reino Unido, a Alemanha e muitos outros estão em franca crise de soberania desde que privatizaram as companhias de bandeira, não é? Se a estupidez fosse de ouro, tínhamos reservas com fartura…

 

Bom fim de semana.

 

14.2.15

 

António Borges de Carvalho



10 respostas a “NOTAS DE UMA MANHÃ DE SÁBADO”

  1. A regionalização, num país deste tamanho e com esta classe política, é como dividir um pequeno bordel por quartos. Cada quarto tem o seu chulo. Os contribuintes, obviamente, são as profissionais, e têm de servir todos os quartos. Quanto à TAP, também de acordo: tem pouco ou nada a ver com soberania. Há várias alternativas, low, medium e high cost, a algo que só dá prejuízo. A “companhia de bandeira” é mero patriotismo bacoco. Faz lembrar o início da aviação, quando ver uma bandeirinha no céu era motivo de orgulho. Já a Banca, a energia, a água, os combustíveis, as comunicações, até os correios… tudo o que impacta todas as famílias, todas as empresas, todos os preços, toda a economia, quase sempre monopólios naturais e altamente rentáveis, isso sim afecta a soberania. Mais que a soberania, que é hoje um conceito algo difuso, condiciona directa e objectivamente o presente e o futuro do país. Não é preciso ser de esquerda para ver isto.

  2. Peço desculpa por invadir o espaço, mas gostaria de tirar uma dúvida. Se o Senhor Borges é o mesmo que conheci em tempos em Sesimbra onde tinha alguns amigos.

    1. Caríssimo Observador, talvez fosse melhor identificar-se com um poucochinho mais de detalhes para que o Sr. Borges decida se lhe é conveniente esclarecer a sua dúvida. Por outro lado, sendo este um espaço de acesso público talvez não sejam apropriados esclarecimentos que possam envolver aspectos privados da vida pessoal de cada um. Mas quem sou eu para dar conselhos… ninguém.

      1. Agradeço o conselho. Tem toda a razão. Fui estúpido ao responder a um anónimo que punha questões pessoais!

    2. Invada à vontade!V. deve ser muito velho, para se lembrar da “minha” Sezimbra!

      1. Na verdade só tenho 53 anos. Velho seria o Rafael caso ainda fosse vivo. Mais uma vez peço desculpa pela invasão.

  3. A piada da semana: Como todos sabem, embora não certamente através do Irritado, o banco HSBC foi apanhado em novas “leaks”. Foram leakados milhares de clientes com contas na Suíça, alguns deles tugas, incentivados pelo próprio HSBC a fugir aos impostos. De actores de cinema a monarcas, incluindo barões da droga, tudo lá anda. Até chamam ao HSBC “a maior lavandaria do mundo” – o que, considerando a Banca e o mundo que temos, convenhamos que não é distinção fácil. E que faz o HSBC? Publica um pedido de desculpas no jornal! «Não temos absolutamente nenhum desejo de fazer negócios com clientes que praticam evasão fiscal. Pedimos as mais sinceras desculpas, os nossos clientes esperam mais do HSBC… no entanto, os documentos têm de ser colocados EM CONTEXTO, porque surgiram a público a partir de dados roubados.» E o lema do HSBC: «Compromisso com a verdade». Enfim, só para nos rirmos um bocadinho… nada disto irrita, nada disto é grave. Grave, mesmo GRAVE, é o socialismo que domina o mundo! Né, Irritado?

    1. Este assunto já se arrasta há alguns anos, desde que o funcionário ao ser despedido do banco, levou consigo uma cópia dos clientes (maltosa mafiosa que prolifera à custa da desregulamentação criminosa dos mercados). Quando o dito funcionário foi apanhado pelos franceses, estes fizeram o obséquio de entregar uma cópia dos ficheiros ao governo inglês, italiano, grego, português, espanhol,… sem antes, terem retirado da respetiva lista, os trafulhas-mor lá do sitio. Os restantes fizeram o mesmo, encobriram.O interessante da coisa, foi que, ao longo dos 3, 4 anos, em portugal não se falou, nem se escreveu uma linha sobre o assunto. O governo “moita carrasco” fechou-se em copas e, com o seu silêncio permitiu que um elevado de safardanas tenha escapado impunemente. O que lhes vale é o tuga estar mais interessado em discutir o pontapé da bola e virar minis. As “swiss leaks” não praticam futebol. logo…..

      1. Anda lá muito dinheiro fictício dos “mercados”, é certo, mas além de trafulhas e corruptos aqui falamos dos piores criminosos: ditadores, cartéis da droga, assassinos, terroristas. Todos precisam de ter o dinheiro – este bem real – seguro algures. Os Mobutus, Kadhafis, Eduardos dos Santos, ou Escobares não podem simplesmente enterrar milhares de milhões no jardim do palácio. E o ISIS, como comprava as armas? Os vendedores chineses, russos ou americanos querem o dinheirinho na conta. Venha do ISIS ou da CIA, tanto lhes faz. A canalha banqueira suporta estas nobres actividades. Sem ela, a vida dos grandes criminosos seria muito mais difícil e arriscada. Estes, a par dos grandes mamões, são os seus melhores clientes. Mesmo quando são apanhados, não são julgados como cúmplices. Apenas pagam multas – que não passam de cócegas. A hipocrisia é geral, a impunidade é completa. Quem os denuncia é que é perseguido. E países muito europeus e civilizados, como a Suíça e o Luxemburgo, são elogiados por todos: que organização! Que prosperidade! Que povo fantástico! Que belo modelo, capitalista e liberal, para o mundo!

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