IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


TRATAR DOS DOENTES

 

É com o coração cheio de ternura que o IRRITADO vê, na televisão, uma série de fulanos e fulanas, deitados no chão, cheios de gritos e de cartazes, à porta do ministério da saúde. Os deitados mais os em pé garantiam uma multidão de trezentas pessoas.

Eram enfermeiros, coitados. Estão assoberbados de trabalho, não querem trabalhar tanto. Mais uns 2.500 resolviam o problema deles. É legítimo, trabalhar faz calos, raio! Estes 300 tiveram tempo para ir deitar-se na rua em dia de trabalho. Um bom exemplo. Parece que o trabalho, afinal, não era tanto como isso.

 

26.9.14

 

António Borges de Carvalho



Uma resposta a “TRATAR DOS DOENTES”

  1. Eu, ainda miúdo que andava nos primeiros anos da escola primária, quando ouvia falar de greve – por exemplo dos professores – julgava cá com os meus botões, sem nunca ninguém me ter explicado fosse o que fosse sobre o assunto, que, nesses dias, os professores iam na mesma para a escola mas que em vez de nos darem aulas… ficavam algures no edifício, talvez na sala dos professores, a marcar presença como que a dizerem “Estou cá no meu horário habitual mas não trabalho porque estou em protesto.”. Mas fosse greve dos professores ou fosse dos transportes públicos ou outra qualquer como esta dos enfermeiros para mim o procedimento era sempre igual. Para mim, que tinha uns 7 ou 8 anos, fazia sentido. Pois é, naquela altura, na minha infantil ignorância, ainda não sabia que fazer greve significava pura e simplesmente “fazer” feriado. Só alguns anos mais tarde é que aprendi que os poucos grevistas que realmente “iam” para os seus locais de trabalho eram aqueles que tentavam, com gritos e empurrões, impedir os seus colegas de trabalhar enquanto a maioria… bem, esses ficavam em casa a gozar o “feriado” inusitado a ver televisão pois sendo dia de semana não tinham mais nada com que se entreter. Analisando agora, as manifestações realmente preenchem esta lacuna, a do aborrecimento de não terem mais nada que fazer ou com que se entreter e sempre estimula a camaradagem e sobretudo um sentimento individual de importância exacerbada de quem de repente se acha mais importante que todas as outras pessoas achando-se inclusive no direito de menosprezar completamente os direitos dos demais.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *