A oposição militar, coisa digna da República Democrática das Bananas, tem várias sedes, vários “partidos”, várias agremiações, vários porta-vozes, vários generais, coronéis e por aí abaixo até às praças contratadas. Tudo minha gente devidamente unido pelo socialismo, um ideal(!?), e pelos constrangimentos da algibeira e dos privilégios herdados do “fascismo” e ora postos em causa.
À cabeça desta enorme manada agiganta-se a chamada Associação 25A, onde oficiam figuras tão ilustres quanto o assassino Otelo, o primitivo Lourenço, o frustrado Garcia dos Santos e tantos outros que foram gozar dos rendimentos e das promoções na reserva em vez de continuar a trabalhar. Todos a achar que o golpe que fizeram há 40 anos lhes dá o sacrossanto direito de pôr, perante eles e para todo o sempre, a Pátria de joelhos.
Que querem eles? Galarim, sem dúvida. Dinheiro, com certeza. Até são capazes de pensar que, se cair o governo, passa a chover por aí notas de quinhentos por todos os lados.
Mas, atenção! Não querem responsabilidades! Só beco-beco! Pelo menos, foi o que o camarada Lourenço veio dizer numa almoçarada qualquer. O rapaz recusa “alimentar expectativas de que a 25A vai resolver os problemas “. Pois. A 25A não resolve problema nenhum. Especializou-se em criar problemas, não em resolvê-los.
Haja alguma compreensão. O Lourenço, dada a pressão popular para que tome conta “disto”, dada a insistência de milhões de portugueses para que ponha ordem “nisto”, assoberbado pelas multidões que tem à porta a chamar-lhe Dom Sebastião, Messias, Salvador, etc., dá uma de humildade: não, não contem connosco “não nos arvoramos em solução”. Só beco beco.
Por outras palavras, tiram o cavalinho da chuva. São uns heróis.
1.5.14
António Borges de Carvalho

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