Afinal, segundo a abalizada opinião da Exmª Ministra da Educação, a história do professor Charrua não passa de fantasia. A recondução da ignóbil bruxa lá do Norte é pura fantasia. O exame de português sem gramática outra fantasia. Os desmandos policiais do governo, devidamente “ratificados” pelo primeiro-ministro, são, obviamente, mais uma fantasiosa invenção.
As declarações do Presidente da República sobre as ditas fantasias, no mesmo dia em que a senhora ministra as classificava como tal, não passam, também, de mera fantasia. Na opinião da douta mulher, o doutor Cavaco deve ser uma espécie de rainha de espadas a passear no país das maravilhas. Para ela apenas existirá, a iluminar a humanidade com as bocas do seu verbo, o magnífico Pinto de Sousa (Sócrates). Tudo o resto é fantasia.
Como é que uma fulana destas é ministra (e da educação!!!) num país civilizado(?) é coisa que só no mundo da fantasia se poderá compreender.
António Borges de Carvalho
PS. Um conselho a Sua Excelência: já que houve tantos chumbos a matemática, não seria de pensar fazer, em próxima oportunidade, um exame do tipo do de português? Passava a malta toda, as estatísticas mudavam de feição, e o governo averbava mais um grande triunfo. Nada disto seria fantasia, mas mais uma enorme contribuição do partido socialista para o progresso da Nação.

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