As 7 Maravilhas, coisa a que não liguei meia até ontem, foram, afinal, 7 vergonhas. E não só.
– Primeira vergonha: a votação. É evidente que, com o sistema usado, se deu, ou quis dar, oportunidade aos países mais populosos. Não é por acaso que a China, a Índia, o Brasil ou o México foram contemplados. Não houve a mais leve sombra de objectividade no processo de escolha. Até que ponto o Cristo do Corcovado é uma maravilha? Não brinquem com coisas sérias!
– Segunda vergonha: as palhaçadas pseudo-espectaculares que os tipos montaram. Porque é que não contrataram uns americanos quaisquer, dos que sabem destas coisas?
– Terceira vergonha (insuportável): o senhor Carreras e um italiano qualquer a fingir que cantavam. Abaixo de cães. Vermes, os próprios e os que os contrataram para aldrabar o público.
– Quarta vergonha: o senhor Joaquim, que se julgaria bailarino, num numerozeco duvidosíssimo, talvez digno de uma tasca rasca de Sevilha.
– Quinta vergonha: uma cambada de alarves mal vestidos a tocar tambor. Óptimo para a campanha eleitoral do Rúben.
– Sextas vergonhas: o desgraçado que falava inglês com pronúncia de Almada, e o paleio de chacha dos comentadores da TVI.
– Sétima vergonha: o Presidente da República e o Primeiro Ministro a dar, com a sua presença, o aval nacional a esta merda.
Uma excepção: a exibição, musical e piçalhuda, da dona Jenifer. No género, foi do bonzinho.
O cúmulo da vergonha: aquela americana de duzentos quilos a assassinar o It’s a wonderful world.
Uma coisa deliciosa: Os apupos do povo ao Primeiro Ministro.
Uma vergonha après la lettre: os artigos do DN e do Público sobre o assunto. Mentecaptos!
António Borges de Carvalho

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