Os rapazes de leiloeira retiraram os mirós, apesar de já ter sido decidido que não havia impedimento judicial.
Que quer isto dizer? Que acham que a nacional piolheira não é de confiança? Nem pensar, isso é o que dizem, não o que pensam. Não é preciso ser adepto da teoria da conspiração para imaginar o que se passou na cabecinha dos bifes.
Vejamos. A leiloeira não é uma instituição preocupada com patrimónios, privados ou públicos, coisa para que se está nas tintas. É uma máquina de ganhar dinheiro com eles.
Qual a melhor maneira de ganhar (mais) dinheiro com as maluquices da Cavilhas e quejandos? Pensaram pensaram, e descobriram a solução. Cancela-se o leilão com a desculpa das “dúvidas jurídicas” sobre a legitimidade da venda. Depois… depois é o maná: antes de mais, a piolheira tem que pagar todas as despesas até agora incorridas, às quais até se pode, “justificadamente”, acrescentar uns pós sem que se dê por isso; depois, há que ressarcir a empresa da não realização das verbas que, legitimamente, adviriam do leilão; além disso, há a importante questão dos danos morais, isto é, não pode ser de borla que o universal prestígio da uma instituição como a leiloeira seja ofendido, já que os seus clientes ficarão a pensar que a caríssima preparação do leilão não passou de teasing para os atrair a uma armadilha.
Quanto vale tudo isto? Não se sabe, mas o IRRITADO não se espantaria se a coisa chegasse a uns dez milhões, mais as custas judiciais, as arbitragens, os juros, etc.
A procissão vai no adro. A ver vamos o que aí vem. De certeza, certezinha, só podemos dizer que ficamos a dever mais um favor à Cavilhas.
5.2.14
António Borges de Carvalho

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