IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


JUSTIÇA REQUENTADA

 

Dão as notícias conta de uma extraordinária novidade: os tipos do BPP vão ser julgados. Quantos anos passaram sobre o que os leva ao banco dos réus?

Parece que os do BPN vão a começar a ser julgados. Quantos anos e quantos milhões já se foram desde os tempos em que fizeram as malandrices de que são acusados?

Aquele senhor do PSD que tinha uma fundação e é acusado de trafulhices com uns terrenos em Oeiras ainda não começou a ser julgado. Daqui a quantos anos o será?

O caso dos submarinos, que tem feito sangue por toda a parte, por cá parece não ter existido.

Netes processos, os suspeitos/arguidos/acusados têm nomes sonoros que toda a gente conhece. Muitos mais há, de que se sabe ou não. Até há aqueles que toda a gente acha que deviam ser, pelo menos, investigados, e que jamais o foram ou serão. E outros cujos processos foram arquivados, ou por falta de provas, ou por improcedência das acusações. Pode dar-se o benefício da dúvida, mas, em muitos casos, não ficou claro que devessem ser arquivados.

Parece que só o Isaltino, coitadinho, ao fim de não sei quantos anos, foi parar ao xilindró. E por causa relativamente pouca em relação ao que de tantos se suspeita.

De uma coisa podemos ter a certeza: os julgamentos, se os houver, transitarão em julgado no tempo dos nossos netos.

De outra também: é que, tanto a sociedade como os acusados têm direito a uma justiça célere. É pena que os tipos que adoram a dona Constituição sempre que esta lhes serve para nos arruinar ainda mais, não se lembrem que este direito também lá está, sem lugar para controvérsia.

Que infernais teias burocráticas tolhem a nossa Justiça? Tanto juiz, tanto advogado, tanto funcionário! As coisas não andam e a culpa é de ninguém? Se até os julgamentos sumários em caso de flagrante delito já foram postos de lado pelo Tribunal Constitucional, que dizer do resto? Se as tentativas para agilizar alguma coisa – a ministra, coitada, tem feito os possíveis – levam pancadaria todos os dias por toda a parte, que raio se pode esperar? Se todos os intervenientes são respeitabilíssimos órgãos de soberania, cidadãos impolutos, inimputáveis, “independentes”, haverá alguma esperança?

Razão têm os americanos, que elegem os juízes. Pelo menos, reforçam-lhes a legitimidade. Por cá, dão-lhes umas lambuzadelas processuais e põem-nos a julgar sem nenhuma espécie de experiência ou de capacidade para avaliar os meandros da natureza humana. Depois, a vida é disso mera continuação.

 

16.10.13

 

António Borges de Carvalho



11 respostas a “JUSTIÇA REQUENTADA”

  1. Que infernais teias burocráticas tolhem a nossa Justiça? Tanto juiz, tanto advogado, tanto funcionário! As coisas não andam e a culpa é de ninguém?Certamente não é da “a dona Constituição”. A culpa é de quem nos tem Governado. Ou quem é que tem permitido, pela via legislativa, dar “umas lambuzadelas processuais e pô-los a julgar sem nenhuma espécie de experiência ou de capacidade para avaliar os meandros da natureza humana”?O que tem feito o atual Governo nessa matéria, para além de manter aos Juízes o subsidio de casa, mesmo tendo casa própria e estando aposentados e outros privilégios.Por que acha que Rui Machete foi “convidado” para Ministro? Não terá nada a ver com o filho?Como vê, ninguém quer mexer “nisso”. É perigoso, pode cair-lhes no colo e …Parabéns por, finalmente nos últimos tempos, postar alguma coisa de jeito

  2. Admitamos que a Constituição é uma bosta, assim como o TC, e esta “Justiça” de anedota. Admitamos que os tribunais e os juízes são um cancro sem fim. Admitamos ainda que outros orgãos – o MP, a PGR, o STJ – são um imenso pântano, refém de vários interesses, com ou sem avental. Então mas… quem criou tudo isto? Quem legislou? Quem governou? Quem decidiu? E quem tem o poder de mudar os orgãos, as regras, as leis, os alçapões, a burocracia, até a Constituição? Não é o “povo”. Esse só bota o botinho de tempos a tempos, quando lhe mandam, mas não tem qualquer poder sobre isto. Ninguém lhe perguntou. Também não são os magistrados, por maus que sejam. Então quem? Tem de haver responsáveis… mas quem? QUEM? Estou farto de pensar, e não me ocorre. Dá-me uma ajuda, Irritado?

    1. QUEM? Uma ajuda do Irritado? Então não foi o Irritado deputedo com largas responsabilidades na questão?

  3. “trafulha” por “trafulha”!Atras de mim (trafulha) virá (trafulha) quem de bom de mim fará – ditado difundido, aqui neste sitio, pelo Irritado.Assim sendo, eu questiono, QUAL O MAIOR TRAFULHA? O anterior pm ou o atual pm?

    1. Um trafulha é um trambiqueiro, quase sempre corrupto, por vezes mafioso, que trapaceia as regras e os outros em benefício próprio. O ingenhocas parisiense é talvez o pulhítico mais TRAFULHA já parido por esta Partidocracia, e foi certamente o mais ruinoso. Toda a sua vida pessoal, profissional e política – os pardieiros na Guarda, o canudo, a Sovenco, o Freepote, o aterro da Cova da Beira, a casa de luxo na Braamcamp, a TVI, as negociatas do Governo, as escutas, os offshores, a família, os amigos – tudo é um longo rol de trafulhices. Nada é limpo ou normal. Já do Fantoche Passista a única trafulhice conhecida é a Tecnoforma, em conluio com o compincha Relvas. É também um sonso hipócrita, um aldrabão, um filho da pulhítica, um tachista, um lacaio de mamões, até um palhaço e um banana, mas em TRAFULHICE não compete com o Sr. Pinto de Sousa. Disponha para qualquer questão.

      1. Avatar de FILIPE, NÃO TENHA MEMÓRIA SELECTIVA
        FILIPE, NÃO TENHA MEMÓRIA SELECTIVA

        Meu Filipe, diz bem “talvez”, porque de facto não é o “pulhítico mais TRAFULHA já parido”!. Na verdade, o “mais” é Pedro Passos Coelho, sem olvidar que “O ingenhocas parisiense” também foi um TRAFULHA.

        1. Indiquei-lhe as razões por que o Pinto de Sousa é maior TRAFULHA – é disso que falamos – que o Passos Coelho. E qual a sua resposta? Estou errado… porque sim! Isto é recorrente em si. É um argumento válido na escola primária, mas não entre adultos. Que diga o Dias Loureiro, o Oliveira e Costa, o Duarte Lima, o Relvas, tantos mega-trafulhas laranjas, já falamos do mesmo campeonato. Não o Passos. Este é muitas coisas, mas em trafulhice joga na 2ª divisão. Aliás, nem tem inteligência ou sagacidade para mais.

          1. Diz bem, ele (Pedro Passos Coelho) não “tem inteligência ou sagacidade” para jogar na “1ª Divisão”. Todavia, esquece-se que o seu “mentor” tem “inteligência e sagacidade” para jogar na “chanpions” (como diz o “ai” Jesus). Daí o Muito cuidado com os “trafulhas”.

  4. Numa reunião para discutir medidas a adotar sobre “redução de custos”, na defesa da posição por mim assumida (com dados objetivos), fui particularmente “agressivo” nessa defesa. Julgava eu que tal “agressividade” se devia à convicção das justas razões em que eu fundamentava tal defesa.Eis senão que surge um especialista (técnico superior) em saúde mental que me questiona (após me isolar, para que ninguém mais ouvisse): “há quanto tempo não dás uma foda?”. Fiquei surpreendido, confesso, pela inesperada interpelação!Ora, sucede que, tal interpelação foi uma lição de vida que me embrulhou na interpretação de tal “fenómeno”: qual a relação do sexo com a nossa “agressividade”?Assim, perante tal questão, formulei hipóteses”. Para o efeito (verificar tais hipóteses), enveredei por um estudo cientifico com todos os requisitos da “ciência”.Findo tal ESTUDO, cheguei à seguinte conclusão. DEUS CRIOU O HOMEM À SUA “IMAGEM”, no entanto (para que não fossem DEUS), acrescentou-lhe o ABDOMEN (leia-se local onde se “concentram” todas – mesmo TODAS – as sinergias do Homem: comer e foder).”Alguém” questionará: qual a relação deste comentário com o “post”?Respondendo (em antecipaçãpo): PENSE, antes de questionar!

  5. O Passos é mais trafulha que o engenheiro da treta,porque sim.Se não foi ele,foi o gato ou o piriquito dele!Nem o Soares pode competir com o Passos.Porquê? Porque….porque…coiso!

    1. Ainda que esta brilhante resposta não me seja dirigida, agradeço o esclarecimento.

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