IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


UMA TRISTEZA

 

Pela mão desastrada e estúpida do PS, a III República está mergulhada na hedionda politiquice que, tendo dado cabo da Monarquia, se espraiou sem peias até à ditadura. A Democracia, contra muitos conseguida, aproxima-se perigosamente do ambiente de guerrilha que caracterizou o princípio do século XX: a guerrilha pela guerrilha, não pela política séria e pelo serviço empenhado.

 

Assisto, neste momento, a uma escandalosa demonstração desta triste realidade, oferecida aos infelizes pelo “serviço” público da RTP. Um jovem idiota do PS espraia-se em absurdas diatribes contra a dona Maria Luís, a mulher que em má hora – para a própria – resolveu pôr na ordem uma série de contratos, ditos de swap, e que, nessa missão, já conseguiu uma série de difíceis acordos com os credores e está a meter na Justiça os que não vão às boas. Para o rapazola, bom ou mau, isso não interessa. O que nos interessa, enquanto cidadãos, não interessa ao palerma. Tão novinho e já tão demagogo! Diga-se em sua defesa que não faz mais do que lhe é encomendado: criar problemas e chatices quanto mais contraproducentes melhor. O que importa não lhe interessa, como não interessa aos seus oragos, díscolos políticos estilo Zurrinho, para não falar de parlapatões da classe Soares, Alegre, Sampaio et alia. Mas… é o que temos, o conceito de democracia convertido em arena de luta livre americana: catch as catch can.

Se fúria parecida tivesse sido aplicada ao inigualável Pinto de Sousa, o tipo não se teria aguentado quinze dias, tal era a quantidade de “casos” que, justa ou injustamente, lhe eram atirados à cara: cada cavadela, cada minhoca. Mas os tempos eram outros: o PS estava no poder!

 

Sem uma única solução ou ideia minimamente praticável, como é reconhecido até por apoiantes seus, o PS dedica-se com unhas e dentes ao bota-abaixo. Uma tristeza. A um líder do calibre do oco aplica-se o dito do poeta, mais ou menos assim: um fraco rei fraca faz a forte gente. Resta saber se, no PS, há forte gente, isto é, gente decente.

 

27.7.13

 

António Borges de Carvalho



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