Qual míssil nuclear com três ogivas, uma de estupidez, uma de lata e uma de desvergonha, o inacreditável alarve que, por obra e graça do ex-engenheiro, é ministro das obras públicas, assassinou umas centenas de milhar de pessoas, arrasou uns dez concelhos, apagou do mapa umas auto-estradas e umas pontes, destruiu caminhos de ferro e outras infra-estruturas, numa arrancada paranóica a favor do desastre nacional da Ota.
O homem ensandeceu por completo. Já não há nada a fazer. Quando o único argumento válido a favor de qualquer coisa é a teimosia, só a loucura pode defender o indefensável.
De que o homem é tonto, já não há dúvidas. Paciência. Problema é vê-lo ministro. Maior problema ainda é ver o chefe dele, com o aval da oposição mendista, continuar no poder. E, tão grande como este, é o problema de ver como a mesma oposição cria condições para que um inimigo declarado da cidade (quem é pela Ota é contra Lisboa) venha a ser presidente da sua câmara. Uma desgraça nunca vem só.
António Borges de Carvalho

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