IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


POLÍTICOS A SÉRIO E POLÍTICOS DA TRETA

 

Quando esse carrasco da Pátria que dava pelo modesto nome de Sócrates abandonou o poder, Portugal não tinha ninguém que lhe emprestasse um tostão, não havia dinheiro para pagar os ordenados aos funcinonários do Estado nem para o que fosse das gigantescas dívidas que o fulano nos tinha deixado. Encerrava-se o criminoso capítulo aberto por Guterres, a que Ferreira Leite e Bagão Félix tinham querido pôr travão. Destes, a primeira foi apeada pelo dito Sócrates em eleições, o segundo pelo golpe de Estado perpetrado pelo Presidentre Sampaio – talvez a mais sinistra figura do socialismo nacional.

Um ano e meio passou desde que, finalmente, os portugueses mudaram o sentido do seu voto. Há muito quem se queixe, com razão e sem ela, dos sacrifícios que têm sido exigidos a todos nós. Sobretudo na voz da classe política tais sacrifícios aparecem propagandeados à exaustão, com exagero e demagogia q.b. Há até uma cáfila de frustrados, pachecos, capuchos, carreiras & Cª, que se entretêm a condenar o que, com uma coragem e um desassombro que não são habituais entre nós, tem sido feito pelos seus próprios companheiros. Sem que, rara excepção, sejam motivados por interesses eleitorais.

Valeu a pena? Parece que sim. Um país que, há menos de dois anos, não tinha acesso ao crédito, vai aos mercados vender 2.000 milhões de dívida. Vende 2.500 , e aparecem compradores para mais 10.000. Com juros mais baixos do que imaginável seria. Por outro lado, Portugal pediu, e os credores aceitaram, um prolongamento do prazo de pagamento do resgate a que a política socialista nos condenou.

Parece que, afinal, o caminho, sendo duro, não é tão asnático como tem sido dito, não é?

Agora as más notícias, umas normais e expectáveis, outras anormais, burras, irresponsáveis, próprias do pior que há entre nós.

As normais vêm de onde outra coisa não era de esperar, do PC e do BE. Como são contra tudo, excepto o socialismo revolucionário do camarada Gonçalves, que esperar deles senão as cassetes da ordem?

As anormais, burras, irresponsáveis, próprias do pior que há entre nós, surgem do PS. Foram patéticas as investidas de ontem, tanto do patarata Zorrinho, como, ó céus!, do oco Seguro. Acham que, se nos foi dado mais prazo, foi porque o PS assim o quis, e o quis há muito. Os dois tristes fanáticos acham que a) o adiamento conseguido foi o que eles exigiam, tratando-se por isso de um seu triunfo, e b) que se o adiamento foi preciso, tal se deve ao falhanço da política do governo. Espantoso! É que, primeiro, o adiamento teve natureza diferente do que o eles defendiam e, segundo, os alarves não percebem que, se tivesse sido pedido quando eles queriam, teríamos levado com os pés, como é evidente. O que se conseguiu, ou vai conseguir, fica a dever-se, como também é evidente, à disciplina orçamental do Dr. Gaspar, ao cumprimento das metas acordadas, à atmosfera de confiança que, ao longo deste dificílimo ano e meio, foi possível inalar nos credores, ao facto de termos sabido negociar nos corredores, a termos um “sócio” de peso – a Irlanda – e, como é natural, a algum desanuviamento do clima europeu em geral.

Ao PS nada se deve, a não ser a situação a que nos levou e que, estupidamente, a tenebrosa organização se recusa a reconhecer. Imagine-se o que seria se esta gente, destituída de inteligência, de bom senso, de sentido das realidades, algum dia chegasse ao poder.

 

23.1.13

 

António Borges de Carvalho



14 respostas a “POLÍTICOS A SÉRIO E POLÍTICOS DA TRETA”

  1. Hoje endividámo-nos mais para… pagar dívida!Dívida – 124% do PIBDéficit em 2012 – 5% (com a receita extraordinária da ANA)Déficit estimado para 2013 – 3% (provavelmente inatingível)Mercado Interno em contracçãoMercado externo em contracçãoJuros da dívida – 5% a 10% (dependendo do prazo)Gostaria que me explicasse como vamos pagar a dívida.

    1. Sei lá como vamos pagar. Sei que já estivemos pior, e que qualquer avanço (como os de ontem) deve ser saudado como positivo, ainda que pouco resolva. O pessimismo profissional é que não serve para nada.

    2. e sera que o Ze Muacho e as suas estatisticas tera a solucao para a divida que e responsabilidade dos xuxas?

  2. Eis o ponto da situação: um país falido e endividado até ao pescoço pedir mais empréstimos, é considerado uma festa nacional. Até estranhei não ver foguetes. É como um alcoólico celebrar o facto de o bar lhe vender mais álcool. E por que não o faria, se sabe que o tipo até vende a casa e a família para lhe pagar? Este Governo saqueia a população (excepto a BANCA e outros mamões, claro), arrasa com o que for preciso, e os agiotas sabem disso. São bons executores fiscais, lacaios eficientes do grande capital e dos “mercados”. É isto que estamos a celebrar. Quanto ao adiamento conseguido pelo brilhante “Dr. Gaspar”, é apenas isso: um adiamento. Chega após meio país destruído ou às portas da miséria, mas a MAMA não vai diminuir, não tenhamos ilusões. O sistema não mudou, o país não mudou, nada mudou. Nós e outros países continuamos a ser o maluco à cabeçada à parede, na convicção de que o crânio é mais forte do que os tijolos. É verdade que o pessimismo profissional não ajuda, mas o optimismo acéfalo também não. E costuma dar pior resultado.

    1. Não seja tão primitivo!

      1. Primitivo? Uga uga?

  3. São fantásticos os argumentos daqueles que diminuem a ida aos mercados dizendo coisas como “só lá fomos contrair mais dívida” ou “como podemos estar contentes por voltar um toxicodependente voltar a consumir droga! ”…Este tipo de raciocínio só pode resultar de desinformação…. Meus senhores, Portugal, mesmo que a partir de hoje tivessem défice “0”, teria e terá, SEMPRE que ir aos mercados em função da dívida que foi contraída anteriormente! Mas, em relação aos comentários citados no início do texto, só me ocorre uma questão: onde andavam estas opiniões tão adversas ao endividamento entre 2005 e 2010?…http://jornalismoassim.blogspot.pt/2013/01/isto-revolta-me-e-nao-ha-titulo.html

    1. Meu caro, “ir aos mercados” não passa de um eufemismo para CONTRAIR MAIS DÍVIDAS; e para mais, a juros extorsionários. Agora pode ser uma festa, mas não o será na hora de pagar. Só que há uma campanha permanente em todos os media (OK, excepto talvez no “Avante!”) que nos afiança que isto é normal; que é bom; que é desejável. Quem nos afiança isto são os mesmos que costumam dizer que “temos de recapitalizar a Banca”, ou que “sem a Banca não há Economia”, e que por isso até devemos passar fome para esse nobre fim. E isto enquanto a Banca paga IRC de amigo, tem o poder de criar dinheiro do ar, e compra dívida pública com juros a 1%, CHULANDO depois o próprio país que tão generosamente “ajuda”. Esta lógica e este modelo estão tecnicamente falidos há décadas; no entanto, persistimos. Como é evidente, os calotes do passado existem, e como não produzimos riqueza o dinheiro tem de vir de algum lado; só que vem precisamente do mesmo lado que lixou isto tudo – e não só Portugal. É por isto, meu caro, que «diminuo a ida aos mercados»: é repetir exactamente a mesma receita, esperando resultados diferentes. Ou seja, aquilo que os malucos costumam fazer.

      1. Sr. Bastos… Candidate-se a PM ou Ministro das Financas e mostre ao pagode como e feito o trabalho. TALK IS CHEAP…. PUT YOUR MONEY WHERE YOUR MOUTH IS.PORTUGAL NEEDS YOU NOW !!!!bull shit…

        1. Perdíamos logo a “confiança dos mercados”, isso era limpinho. No mesmo dia, certos banqueiros, “gestores”, políticos e ex-políticos seriam convidados a passar uns dias nos aposentos da PJ. Uma espécie de mini-férias, com animação cultural 24h. À medida que fossem saindo para aguardar julgamento, coisa curiosa: milhares de milhões de euros começariam a voltar de offshores para os cofres públicos. O bastante para liquidar, a pronto, uma parte substancial da dívida. Depois, e só depois, começaria a preocupar-me com políticas, com a economia, e com tudo o resto. —————- Nunca se esqueça, e não deixe que nenhum governo o faça esquecer-se: Portugal dos últimos 30 anos é, antes de mais, um CASO DE POLÍCIA. Tudo o resto vem por acréscimo.

          1. Sr. Bastos,Ja vi que tem a solucao magica… o resto dos seus compatriotas estarao consigo… Atire-se de cabeca e seja o “messias” portuga.dos fracos nao reza a historia…. chegou a sua hora !!

      2. Caro Filipe,Há aqui um mal entendido, eu tmb sou contra as políticas baseadas de endividamento. A questão é que Portugal, mesmo que já tivesse contas equilibradas (défice 0), tem – obrigatóriamente – de amortizar a vívida contraída anteriormente, veja aqui:http://impertinencias.blogspot.pt/2013/01/caminho-para-insolvencia-da-proxima-vez_22.html

  4. Fomos aos mercados! Estamos nos mercados!Bravo! Muito bem!Pagando juros duas vezes acima daqueles que são pagos nos certificados de aforro.Inteligentíssimo!O estado a transferir riqueza da classe média para a alta.É por estas e muitas outras que esta República é uma fábrica de mendigos!

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