IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


A VERDADEIRA OPOSIÇÃO


Em todas as democracias, como diria o amigo-banana, há governo e oposição. Normalmente, estão do lado do governo os partidos que lhe dão apoio parlamentar, e na oposição os que não lho dão. Às vezes há guerras, ou guerrinhas políticas, nos partidos do poder, o mesmo se passando com os outros.

Postas estas verdades de xaxa, vejamos o que se passa entre nós.

Dos partidos do governo, um anda permanentemente a ver se tira o cavalinho da chuva. Uma mariquice pegada. O outro tem um vice-presidente que faz estudos, quiçá a preparar o seu futuro político, apresentando ao povo, não ao partido, o que acha que tem que ser feito. Isto, como é evidente, sem contar com a chusma de intelectuais teoricamente afectos ou até filiados, que se entretêm a agitar o descontentamento. Os dois partidos estão no governo mas.

Os partidos da oposição dividem-se em dois grupos: o PS e os 2,05 partidos comunistas. Estes, como oposição, não contam, no sentido em que têm tropa às ordens para fazer barulho, mas é sempre a mesma tropa, não atrasa nem adianta. Na hora de votar, valem o que valem, quer dizer, pouco valem. A esmagadora maioria das pessoas sabe bem que tudo aquilo não passa de sopa requentada, velha  relha. Quanto ao PS, a história é outra. Está entalado por dois lados. Primeiro, porque sabe ter sido o principal autor interno da borrasca financeira em que estamos metidos. Segundo, porque, se estivesse no poder, o que tinha que fazer era exactamente o mesmo que este faz. Ainda por cima, o que este faz é o que o PS combinou com terceiros. Por isso, não é bem oposição, tem que se limitar a esbracejar no meio da onda que arranjou.


A verdadeira oposição, a mais destrutiva, a mais demagógica, a mais poderosa, está nos chamados media, que parecem formatados pelo camarada Louça. A generalidade dos jornalistas e quase totalidade dos comentadores convidados e dos “intelectuais” de serviço faz a festa da oposição sem a mais leve sombra de sentido de serviço público ou de rigor informativo. Os poucos opinadores moderados e sérios que vão aparecendo, quer nos jornais quer nas televisões, coitados, cheiram a raminho de salsa, dão um arzinho, e pronto. São a excepção que confirma a regra.

Não me venham cá falar no domínio do “capital” sobre a “informação”. Nesta matéria, como nas outras, o que o “capital” quer é ganhar dinheiro. Para tal, dispõe de uma chusma de serventuários que sabem que o que dá é o bota-abaixo, com razão ou sem ela. Se assim não fosse, ainda havia quem publicasse os dislates e disparates do Mário Soares?

O bom senso, cá no sítio, não vende nem tem quem o aprecie.

 

18.2.12

 

António Borges  de Carvalho



5 respostas a “A VERDADEIRA OPOSIÇÃO”

  1. Avatar de AP-AmigodePeniche
    AP-AmigodePeniche

    Ainda que não directamente ligado com este tema…mas a proposito dos media e serviço publico na RTP…notei a notoria diferença entre o apontamento que a TVI e a RTP deram sobre um mesmo tema: a visita oficial do PM a Turquia. Sugeria que sempre que se referisse a necessidade de defesa da RTP com o verdadeiro e unico defensor e interprete do serviço publico se apresentassem estes escdasos segundos.

  2. Caro irritado,a comunicação que o incomoda já existia no governo anterior,e tinha exctamente o mesmo comportamento.Nunca o vi aqui a fazer esse manhoso papel de carpideira!!!

  3. Totalmente de acordo com este post. Sobre estes media serem assim como o governo anterior,transcrevo daqui: http://jornalismoassim.blogspot.pt/2012/12/isabel-jonet-um-dano-colateral-na.html“Normalmente, o nível de conflitualidade perceptível no espaço mediático segue um ciclo: quando um determinado governo toma posse, conta com um período de “estado de graça” e o clima nos jornais, rádio, tv, etc., é relativamente calmo. Depois, normalmente, com a deterioração da situação económica, o nível de conflitualidade cresce e, rapidamente, as manchetes na imprensa e as aberturas dos telejornais passam a ser dominados pela “polémica do dia”…NOTA: Uma evidência que o tratamento mediatico da “esquerda” e da “direita”, não é ideologicamente imparcial, prende-se com a validade desse “estado de graça”… basta recordar o governo de Sócrates que, mesmo nas eleições de 2009, tinha ainda muita comunicação social consigo. Só em meados de 2010, com o abismo já próximo, é que muitos jornalistas acordaram para a realidade… Compare-se o contraditório da comunicação social aos primeiros 4 anos da governação de Sócrates (o pai da bancarrota), por ex., com os do governo de Barroso e Ferreira Leite (isto para não falar naqueles meses caóticos de Santana Lopes…).”

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