IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


TERCEIRO-MUNDISMO

 

Silva, presumido e presunçoso comentador socialista, brinda-nos esta semana com estes mimos:

– “É um score (o da vitória de A.J. Jardim) que só se vê, quando se vê, nas autocracias do terceiro mundo”.

– Os partidos da oposição, na Madeira, deviam tomar “a única atitude consentânea com a anormalidade política regional: recusarem-se(sic), pura e simplesmente, a participar em actos eleitorais…”.

 

Canas, conhecido demagogo ao serviço do PS, acha que “as aberrações eleitorais da Madeira não possuem dimensão nacional”.

 

Portanto, na opinião dos dois ilustres camaradas, se o dr. Jardim esmagou o PS, isso deve-se a “aberrações eleitorais” e à existência de uma autocracia terceiro mundista, estilo Mugabe, no arquipélago.

Nem um nem outro dos diáfanos propagandistas do socialismo nacional reconhece que o sistema eleitoral da Madeira é o mesmo que o do Continente, que é fiscalizado pelas mesmas entidades, que usa os mesmos métodos técnicos, que os órgãos de comunicação social do Estado, e não só, têm que cumprir as mesmas regras, que os partidos e coligações se candidatam pela mesma forma e obedecendo aos mesmos critérios, que não houve chapeladas nas eleições, que a contagem dos votos foi séria, etc. Não. Se o socialismo dito democrático perde as eleições, suprema injustiça!, isso não se deve à vontade dos eleitores, muito menos à repugnantíssima traição do senhor Pinto de Sousa (Sócrates) que os abandonou à sua sorte para se livrar de chatices, mas ao condicionamento da sua vontade por meios “deficitários” em termos democráticos. Não tarda que descubram, na Madeira, campos de concentração, câmaras de gás, quartos de tortura com a sua parafernália de espetos e garrotes, locais onde são tratados os opositores socialistas à “autocracia terceiro-mundista” que domina o arquipélago e o mantem, com recurso à mais horrenda opressão, sob a batuta de um terrível ditador. A coisa é tão horrível que não resta aos adeptos do socialismo nacional outra solução que não seja a de se retirar dignamente da vida política. Que escrúpulo democrático! Que magnífica demonstração de fair play!

 

Esta gente está doida de raiva e de frustração. Perdeu a cabeça. Incapaz de fazer passar uma alternativa qualquer à governação de Jardim, irritada com a displicência chocarreira com que o homem a trata, nervosa com os resultados perversos do garrote financeiro com que brindou a região, esta gente não têm outro recurso que não seja o de recorrer ao insulto para justificar os seus desaires.

 

Não sou, pessoalmente, um defensor do estilo de Alberto João Jardim. Não vou contra quando ouço dizer que o espantoso progresso que conseguiu se deve em boa medida a privilégios fiscais, financeiros e outros, de que a restante malta não goza. Mas tenho que reconhecer, porque só não vê quem quiser ser cego, a extraordinária obra que se tem realizado na “pérola do Atlântico”.

Por isso que me seja fácil, e a quem quer que olhe as coisas como elas são, compreender o estrondoso resultado do braço de ferro entre o dr. Jardim e a política socrélfia.

 

Terceiro-mundista e própria de autocratas é a reacção do socialismo nacional à monumental sapatada que lhe foi dada pelos portugueses da Madeira.

 

António Borges de Carvalho


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