Aqui há dias, os jornais, rádios, televisões, tudo manchetes, primeiras páginas, aberturas, etc., não falavam noutra coisa que não fosse as declarações do ministro Álvaro sobre o fim da crise.
É evidente que o ministro Álvaro perdeu uma bela ocasião para estar calado, como há anos o homem do “oásis”, ou o senhor Pinto de Sousa no seu dia a dia. Previsões são coisas de que nunca se deve abusar, muito menos no estado e no Estado em que estamos.
O homem escorregou, é certo, deu ideia que as suas esperanças eram realizáveis, e quando. Mas o que “anima” a chamada “comunicação social” não é isso. O homem disse a coisa de duas formas diferentes, dentro e fora da reunião.
O IRRITADO, certamente frágil em matéria de QI, por mais que fizesse a profunda exegese das duas declarações, não conseguiu distinguir a profundidade da diferença entre uma e outra. O homem disse mais ou menos a mesma coisa em dois momentos diferentes e por diferentes palavras.
Mas a “informação” é o que é. Não há nada a fazer. Não houve órgão da dita que não encontrasse monumentais diferenças entre uma e outra, quem não acusasse o Álvaro de “recuar”, de se “desdizer”, de não saber o que diz, o diabo a quatro.
Malta escrupulosa, independente e séria.
16.11.11
António Borges de Carvalho

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