IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


O PREC ALEGRE

 

Ao ler o imponente artigo do camarada Alegre, anteontem publicado, vemos, de forma elaborada e certamente inspirada por algum economista da tribo, algo comparável ao apelo do major Lourenço.

O camarada Alegre, já que o PREC de esquerda foi travado manu militari, inventa um PREC de direita para legitimar o mesmo tipo de solução. É o capitão Lourenço, desta vez em versão mais rendilhada. “Soluções” expeditas, para obter o tão ansiado resultado: pôr a esquerda no poder. Já o camarada Sampaio, de forma mais sofisticada, usou instrumentos de natureza análoga aos do tão representativo militar.

No pensamento da tribo, a tão incensada democracia, afinal, ou é de esquerda ou não é democracia. Mais ou menos como a República: mesmo tendo presenteado o país com 16 anos de repressão e bagunça mais quarenta de repressão e ditadura, a “cultura” dos alegres continua a confundi-la com liberdade e democracia. Não há nada a fazer.  

É certo que o nosso alegre comentador faz, no seu artigo, uma análise da situação que, sendo discutível, é comum a muita gente e até tem alguma lógica, ou seja, não é estúpida nem infundada – razão pela qual o IRRITADO a atribui a um economista tribal, que o Alegre destas coisas sabe nada.

O problema não é a análise, é a conclusão. E a conclusão é que é preciso acabar com a direita, seja lá como for. Se a democracia é estúpida ao ponto de pôr a direita no poder, então que se use outros métodos para acabar com o assunto, os métodos do aspirante Lourenço, os do camarada Sampaio, ou outros igualmente eficazes.

 

O Dr. Passos Coelho teve o culot de dizer que “temos que mudar o regime económico”. Aí está, no raciocínio brilhante da alegre criatura, a prova de vivermos no tal “PREC de direita”. E com razão: o actual regime económico tem dado tão esplendorosos resultados, que qualquer mexida é um acto criminoso. Não é? Mantenha-se tudo como está, a bem da ideologia e do poder socialista! O que não é socialista é ilegítimo!

 

Este reformado da RDP, e não só da RDP, onde “trabalhou” seis meses (com certeza por obra e graça do “destino” jamais apareceu na lista da caça às bruxas) acha que o actual governo segue uma política revanchista “ultra liberal”.

Se a ignorância desse dinheiro, o camarada Alegre era multimilionário. Então não é que descobriu que subir impostos, entrar no capital dos bancos, andar à nora para manter os insustentáveis serviços sociais de uma insustentável herança, é política “ultra liberal”?

 

Com a tribo não se argumenta. As alegres conclusões não dependem do saber, nem da lógica, nem dos sentimentos democráticos do senhor. Não são discutíveis. Aplicam-se, e pronto.

 

Viva o socialismo!

Viva o Lourenço!

Viva o Alegre!

Viva o golpe de Estado!

Viva a República!

 

6.11.11

 

António Borges de Carvalho



4 respostas a “O PREC ALEGRE”

  1. O Irritado tem razão, mas venho recordar-lhe que: 1) Bater no Alegre, é bater em mortos. 2) A nossa Constituição, como já aqui mencionou, é inequívoca: «A Assembleia Constituinte afirma a decisão do povo português de … abrir caminho para uma sociedade socialista». Está lá, preto no branco. O Mamão Alegre tem as costas largas.

  2. «Quando um código de leis fixas, que se devem observar à letra, não deixa ao juiz outra tarefa que não seja a de examinar as acções dos cidadãos, e de as julgar conformes ou não conformes à lei escrita, quando a norma do justo ou do injusto, que deve dirigir as acções, quer do cidadão ignorante, quer do cidadão filósofo, não é uma questão de controvérsia, mas de facto, então os súbditos não estão sujeitos às pequenas tiranias de muitos, tanto mais cruéis, quanto menor é a distância entre quem sofrer – tiranias mais funestas do que a tirania de um só, porque o despotismo de muitos não é corrigível senão pelo despotismo de um só e a crueldade de um despótico é proporcional, não à sua força, mas ao que se lhe opõe». Diz Cesare Beccaria (1738-1794).Reze-se para que o próximo déspota seja tão iluminado como os últimos. Todas as tiranias de muitos são degenerescentes e conduzem ao caos. Basta olhar e nós somos reincidentes. Reinos, Repúblicas, «flexissegurança» e «rigidinsegurança»:Reino da Dinamarca – estado democrático de direito – O soberano (povo) manda, os súbditos (povo) obedecem, o país prospera e os direitos florescem. E os cidadãos, aldeões e habitantes das povoações intermédias que formam o povo, cada vez mais cultos, arbitram melhor, construindo e constituindo melhores direitos para a regulação colectiva das suas vidas. O povo é soberano e ainda tem uma rainha.República Portuguesa – estado oligárquico de arbítrio – Os oligarcas tiranizam, juízes improvisados pelo poder político arbitram, os ladrões roubam, o dinheiro escasseia e os direitos definham. O povo, burro de carga cada vez mais pobre e subjugado, tenta sobreviver. São todos cidadãos caçados e depenados como patos por vilões com a lei na mão, disfarçados no pântano da cidadania de sociólogos, politólogos e juristas indiferentes ou ignorantes.1. Todos têm direito ao trabalho… (Art. 58 da CRP). À retribuição do trabalho …(Art. 59 da CRP). Folga para gestores públicos e privados. Cortar é demagogia. Aperto para trabalhadores modestos. Cortar é necessidade.2. A iniciativa económica privada exerce-se livremente … (Art. 61 da CRP) A todos é garantido o direito à propriedade privada … (Art. 62 da CRP). Folga para banqueiros, EDP, GALP, etc. Livres, soltos e aquecidos. Aperto para senhorios, taxistas e outros. Tudo congela à sua volta.3. Todos têm direito à segurança social … (Art. 63 da CRP). Todos têm direito à protecção da saúde … (Art. 64 da CRP).Aperto para pequenos pensionistas. Folga para políticos e gestores públicos. Sem descontos. É só roubar. O leque das pensões é superior a 100. 4. Todos têm direito, para si e para a sua família, a uma habitação de dimensão adequada … (Art. 65 da CRP).Aperto para devedores crédito habitação. Folga para inquilinos das rendas antigas (mesmo ricos e poderosos).Estado de Direito? Os portugueses nem direito ao direito têm. Democracia? É tirania. Império de ladrões!

    1. Comentemos um pouco o seu apocalíptico comentário. Tem carradas de razão em muito do que diz. O problema não está na caracterização que faz do mal. Está no remédio que parece propor, segundo o que pode ler-se nas entrelinhas do comentário.O recurso à Constituição quanto a mim não colhe. A Constituição converte nobres objectivos do Estado em “direitos” dos cidadãos, o que acaba por redundar na não realização dos objectivos do Estado e no desrespeito pelos Direitos dos cidadãos.A história das rendas (invenção republicana e “social”) é paradigmática. A fabricação de um “direito” veio a consumar-se na negação do Direito. A realização dos “direitos” sociais não depende das intenções constitucionais, não é coisa que passe a existir porque sim, depende da “gestão” da sociedade, no respeito pelos direitos propriamente ditos. Haveria que distiguir uma coisa da outra, o que a Constituição não faz, antes confunde irremediavelmente.Como um dia disse o Dr. Soares (sou insuspeito quanto a este senhor) num momento de iluminação, não colhe querer acabar com os ricos, o que importa é acabar com os pobres. O problema não é haver ricos, que os haja e sejam felizes (também sou insuspeito nesta matéria). Problema é não haver Justiça que contenha os abusos, Estado que redistribua, serviços que funcionem, etc.O 25 tirou o dinheiro aos ricos. Os pobres lucraram com isso? Duvido. Lucraram, sim, com o dinheiro dos outros, primero da CEE, depois de empréstimos malucos. Dos ricos, uns voltarsam, e voltaram a enriquecer, que era o que sabiam fazer. Outros não. O dinheiro, esse, pouco voltou, porque os ricos não são parvos e sabem pô-lo a salvo, ainda por cima num mundo onde a circulação do dinheiro é livre, goste-se ou não.Pagamos com língua de palmo a insensatez de quem, ou persegue os ricos, ou não sabe criar condições para que tenham interesse em trazer para cá o dinheiro. A humanidade é o que é, não o que os sonhadores e os demagogos gostariam que fosse.

    2. A dinamarca tem um rei fantoche, e é governado por socialistas à decadas, e tem dos maiores Estados Sociais da Europa.Há muitos problemas em Portugal, mas a caracterização dos socialistas como “oligárcas tirânicos” é extramente cómica, tendo em conta a direita que temos!Venham os queues de Cascais impôr a sua monarquia e governar o povinho estúpido portugues?Santa paciência

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