IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


FORMAS DE DOMÍNIO

 

De maneira simples, pode dizer-se que há, ou havia, duas aproximações, ou duas metodologias de base no processo científico: dedução e indução.

Na primeira, o cientista vai observando, experimentando, investigando, raciocinando, duvidando, para chegar a uma conclusão que à partida desconhece.

Na segunda, com base lógica e informada, o cientista começa por formular uma hipótese e investiga no sentido de a demonstrar ou de a abandonar. Ou seja, começa por “concluir”, para depois demonstrar a legitimidade de tal conclusão.

Como é evidente, os dois métodos muitas vezes se cruzam e complementam.

 

Desde há uns anos, assistimos, em certas matérias, ao abandono destes classicismos metodológicos.

Politicamente, formula-se uma hipótese “científica”, encarregando a seguir um corpo de “cientistas” a quem se paga para chegar, “cientificamente”, à almejada conclusão. Depois, declara-se o “consenso científico” sobre a matéria, a fim de daí retirar as pretendidas consequências políticas, civilizacionais, económicas e financeiras.

 

É o que se passa com o chamado “aquecimento global” e com a antropogénese de tal coisa.

A ONU encarrega um corpo de burocratas, com uma ou outra ligação a questões climáticas, meteorológicas e informáticas, nomeados pelos governos aderentes, com a missão específica – preto no branco(!) – de demonstrar o desejado e “prever” as consequentes “hecatombes”.

Ao mesmo tempo, grupos de negociantes, de que é exemplo de topo o senhor Gore, tratam de explorar a crendice e os medos populares através das mais rebuscadas formas, como o célebre filme “Uma Verdade Inconveniente” que manipulou imagens, precipitou falsas conclusões… e deu centenas de milhões de lucro.

Outros tipos de organizações, como a dos vândalos da Greenpeace, vivem à custa da exploração das mesmas fraquezas humanas.

 

Confunde-se clima com meteorologia, dando às meras previsões da segunda um significado que não têm na dimensão do primeiro.

Trata-se o Planeta como se o planeta tivesse, “etariamente”, a dimensão do homem, ou das civilizações e organizações humanas.

Atribui-se a eventuais altos e baixos das temperaturas do globo registados nos últimos 150 anos (desde que há registos) o valor de tendências planetárias, como se 150 anos significassem fosse o que fosse na vida da Terra.

Cria-se modelos matemáticos com previsões catastróficas, como se um modelo matemático não desse os resultados pretendidos, para tal quantas vezes bastando um pequeníssimo “toque” no que lá se introduz. Isto, aliás, está demonstrado à exaustão.

Dado o “consenso científico” obtido sobre o “mortal” “aquecimento global”, há que “demonstrar” que o planeta está a ser vítima das emissões de CO2 produzidas pelo homem, sendo elas o que provoca o tal “aquecimento”.

Isto, por exemplo, sem:

– Começar por demonstrar a “negativíssima” influência do CO2 no clima;

– Dizer às pessoas que o CO2 produzido pela Natureza sem qualquer influência humana é exponencialmente maior que o motivado pela civilização;

– Dizer às pessoas que está provado, isso sim cientificamente, que eras do planeta houve em que, sem indústria, nem petróleo, nem “emissões”, e até sem humanidade, a concentração de CO2 foi brutalmente superior à dos nossos dias;

– Referir que as temperaturas do globo dependem muito mais dos incontroláveis e incontornáveis “humores” do Sol, que seja do que for.

 

Mas a “verdade” “está estabelecida”. Os governos, as organizações internacionais, ONU e UE à cabeça, caem como lobos esfaimados sobre a vida das pessoas, obrigando-as a pagar o que nunca deveram para além de bens e serviços que não compraram nem nunca lhes foram prestado (olhem a factura da EDP!), tolhendo a capacidade de progresso das suas economias, fazendo-as pagar “direitos de carbono”, arruinando uma civilização, tudo em nome da mais violenta poluição que jamais se abateu sobre a humanidade: a poluição das mentalidades, obtida através da exploração do medo, que leva à ruína, à estupidificação e à inanição.

 

Exemplo flagrante, aqui há dias dois investigadores portugueses, pagos pelos nossos impostos, anunciaram a gloriosa criação de um modelo matemático que “fornece pistas para obter a colaboração de todos contra o aquecimento global – e conseguir salvar o planeta”.

Lido como deve ser, os tais investigadores andam à procura de formas de dominação da opinião pública que levem as pessoas a dar cabo de si na estulta pretensão de influenciar a vida de um corpo celeste que se está rigorosamente borrifando para a universal demagogia do “aquecimento global”. Coisa altamente rendosa para os demagogos, em dinheiro e em poder. Coisa que empurra os seres humanos a pensar que, pagando moinhos de vento e outras caríssimas entretenhas políticas, arruinando-se com “direitos de carbono” e outras martingalas, estando a olhar para o espaço com preocupações “verdes” em vez de tratar da vidinha, salvam seja o que for para além dos bolsos e das ambições de dominação da cáfila que se vem apoderando do seu futuro.

 

Esperemos que o próximo governo, ao contrário do do senhor Pinto de Sousa, não seja seguidor de tal gente.

 

9.6.11

 

António Borges de Carvalho



2 respostas a “FORMAS DE DOMÍNIO”

  1. tecelão, estás com um grande delay a comentar.Agora trabalhas de borla?O pessoal já sente a tua falta e dos enchidos do Moisés.

  2. Falando nisso, se vires o Moisés pede-lhe um quilo de toucinho entremeado..Obrigado, tecelão.

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