IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


TURDUS MERULA

 

 

 

O IRRITADO não é nem nunca foi caçador, não por princípio mas porque nunca tal lhe apeteceu.

 

Começa, como é de moderna obrigação, por fazer declaração de desinteresse e quase total ignorância em relação às actividades cinegéticas.

 

 

 

Sempre atento às maravilhas do nosso estimado governo, foi o IRRITADO surpreendido com uma extraordinária benesse há dias concedida aos caçadores de Portugal: a caça ao melro.

 

Sendo o melro, como é notório, uma espécie cinegética de eleição, passaremos todos, que não só os caçadores encartados, a poder matar, de preferência à fisga, os melros que têm o incivilizado costume de saltitar no jardim lá de casa, predando as sementinhas da relva e assustando os pardais.

 

Vai ser um fartote.

 

 

 

Consta que os criadores de alectoris rufa em cativeiro, destinadas a ser abatidas a tiro e comidas de escabeche, vão passar a cultivar melros. Estes serão fornecidos aos milhares aos caçadores do país, a preço de saldo, a fim de que os supracitados possam neles cevar as suas assassinas tendências, ao mesmo tempo que entoam cânticos celestiais de louvor ao governo.

 

 

 

Esta medida, acompanhada da que, em sede programática, prevê a criação de florestas de eucaliptos e de pinheiros de regadio, dão-nos uma imagem, clara quão idílica, da fabulosa competência do socialismo e da administração pública.

 

 

 

Hossana, ó gente!   

 

 

 

1.6.11

 

 

António Borges de Carvalho



2 respostas a “TURDUS MERULA”

  1. Avatar de daniel tecelao
    daniel tecelao

    Regra geral estas coisinhas da administração publica são feitas por directores ou chefes de divisão.Quando vejo decisões algo estranhas,penso sempre que é obra de um laranjinha espertalhaço!!!

  2. Após 20 anos de proibição, a caça ao melro passa a ser permitida só porque o Estado acha que sim, ignorando os conselhos de várias entidades ambientais e violando as regras elementares do bom senso. Nunca a expressão “cada tiro cada melro” fez tanto sentido. Aliás, aguardo ansiosamente para que também seja permitido encher de chumbo os pardais e as andorinhas, na sequência desta desastrosa política ambiental e cinegética. O harmonioso canto do melro calar-se-á perante os pistoleiros de fim-de-semana, espécie de vazadouros de frustrações, de gatilho fácil , atarracados nos seus coldres, sempre com a benção do poderoso lóbi da caça e do cheiro a patuscadas de estilo macabro.

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