IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


DOMINIQUE STRAUS-KAHN

 

Dizem as crónicas que o hotel onde o senhor Straus-Kahn cometeu o crime era um estabelecimento de super luxo.

Não acredito que haja um único hotel do género onde as limpezas dos quartos não sejam feitas por duas mulheres, dois homens, ou uma mulher e um homem ao mesmo tempo.

É sabido que os mesmos trabalhos, em qualquer hotel que se preze, são feitos de porta aberta, às vezes até com o carrinho da limpeza nelas atravessado.

É também sabido que a ofendida, durante dias cientificamente apresentada como uma pobre pretinha, viúva, paupérrima, mãe, etc., é uma pretalhona que teve uma criança aos quinze anos, que nunca teve marido e que ganhava razoavelmente os seus dias a arrumar quartos num hotel de primeira A.

É evidente que tal fulana foi cientificamente posta a coberto de olhares ou perguntas indiscretas imediatamente após a queixa e que, não fora uma reveladora fotografia que por aí anda, continuaria na nossa memória como uma desgraçadinha mal vestida e quase faminta.

É notório que a mulher do Dominique, que, a acreditar no que se diz, devia estar quase ou tão ofendida com ele como a criada do hotel, apoia o marido e não acredita no que se diz.

Tudo isto é verdade e tem vindo, aos poucos, a transparecer.

 

Vejamos agora quem é o Dominique:

– Um tipo que chegou onde chegou, no FMI e a mais não sei quantos lugares de topo, não é um “enarque”, sequer um “politechnicien”, condições absolutamente indispensáveis, uma ou outra, ou as duas, para se pertencer à aristocracia republicana da França.

– Um tipo que ameaçava gravemente a preponderância política de figuras como a do senhor François Hollande e das duas graças do PS francês, donas Ségolène Royal e Martine Aubry.

– Um tipo que, por razões da mesma natureza, constituía uma ameaça para o senhor Sarkozy e para a dona Le Pen.

– Um tipo mal visto nos círculos de Bruxelas e no BCE, porque, como é mais que evidente, não pensava da mesma maneira e queria pôr essas instituições a ter uma approche diferente, por exemplo em relação aos problemas das dívidas soberanas.

– Um tipo que suscitava as mais refinadas ciumeiras, desde as próximas às do Oriente, por ocupar um dos lugares mais convoités deste mundo.

– Um tipo que, sem que fosse quem fosse tivesse argumentos ou razões para acusar de corrupções, de desvios de fundos, de lavagens de dinheiro, etc., conseguia ser muito rico e viver como um lorde.

– Um tipo que, segundo tudo indica, não só gostava de mulheres como era desejado por elas.

 

Com tantas e tão evidentes invejas a rodeá-lo, é difícil imaginar que nenhuma ou nenhum dos atingidos por tal nobre sentimento tivesse procurado o calcanhar de Aquiles do fulano (as mulheres) e lhe tivesse metido a tentação no quarto: uma fulana cujo bem preparado currículo estava, em pormenor, prontinho para chegar à imprensa de todo o mundo em tempo real, uma meteórica intervenção policial e, ainda, um bom refúgio para a “ofendida”, não fosse a rapariga cair nalguma contradição pública e tornar-se no elo mais fraco de um bem preparado projecto de demolição.

 

Tudo isto parece evidentíssimo.

 

Não sendo de excluir, a priori, a culpabilidade do Dominique, hemos de convir que os dados em presença apontam muito mais para a conspiração que para a violação.    

 

21.5.11

 

António Borges de Carvalho



18 respostas a “DOMINIQUE STRAUS-KAHN”

  1. Avatar de Filipe Bastos
    Filipe Bastos

    Tudo muito certo, caro Irritado, mas afinal quem é que tramou o Sr. Kahn? Não me vai dizer que foi a Internacional Comuna, para trocar o Sr. Khan por alguém que não CHULE Estados podres, para financiar a alta agiotagem? Quantos MEGA-CHULOS, como o Sr. Khan, fariam tudo para chegar ao mesmo tacho, e ao poder que vem com ele?

  2. Avatar de daniel tecelao
    daniel tecelao

    Num hotel de luxo,não se compreende que se faça a limpeza do quarto sem o cliente sair.Esta treta fede a golpe mal esgalhado.

    1. Avatar de daniel tecelao
      daniel tecelao

      Ó “cara de cú”, porque me queres roubar a identidade?

  3. Avatar de Luís Barreto
    Luís Barreto

    Sem dúvida Irritado! Na mouche!Mas o que é certo é que o Tipo agora está lixado!É o verdadeiro mundo em que vivemos!Por acaso ainda nasci nos tempos em que existia ideologia, sabe-me dizer por onde anda?

  4. Pois é. Uma cabala, é o que é! Ou campanha negra!Além disso, a preta não tinha nada que ser do sexo feminino. podia bem ser do terceiro sexo, como qualquer socialista. Ou então ser branca, para ser uma campanha branca.Mas se a preta tem falta de berço e pariu cedo, o sr Kahn tem berço a mais. Parece que não larga os berços ou as camas, pois há muito que se conhece a sua tara. Mas em França, tal como com as amantes do santo Mitterrand, a imprensa passa ao lado destas escandaleiras. prefere as do berlusconi, porque será?! Ehehehe!Claro que está inocente, e por um número infinito de razões, como por exemplo…pois, agora não me lembro de nenhuma…E se o tecelão está do lado dele, nem duvido.Ahahaha!Isto está um delírio. Ninguém toca nas elites rascas da época. As leis são para os outros.As vítimas é que têm a culpa.Ahahaha!

  5. Para se tentar perceber estes factos estranhos, os romanos perguntavam-se “cui bono”, ou seja, a quem aproveitou o crime, quem lucrou com a situação? Como não estou por dentro dos enredos da alta finança americana ou da campanha presidencial francesa, não sei responder – nem o tema interessa especialmente.Mas esta coisa óbvia para os antigos é, pelos vistos, obscura para os modernos. Já Hitler dizia que os políticos tinham muita sorte porque as multidões gostam de acreditar em histórias da carochinha e quanto mais absurdas, mais arreigadamente lhes dão crédito. Por isso correu a buscar um Goebbels. Por cá temos o Silva Pereira, o Lello e outros do mesmo quilate.Para o homem da rua que felizmente sou, ver tanta insensatez (para não dizer burrice) espalhada e espelhada em jornais, telejornais e blogs é um espectáculo algo assustador, por vezes quase repugnante. Somos governados por gente assim, como o Khan e aqueles que lhe pregaram a armadilha – mas eles estão lá porque milhões de broncos os elegeram, ou elegeram aqueles que os nomearam.Por cá é a mesma coisa: se se fala em que o “engenhoso engenheiro” ainda pode ter uma votação expressiva, é porque ele percebeu que resulta repetir as suas mentiras até à exaustão das massas. Para usar a frase cansada, é porque já percebeu que a propaganda serve para ensinar aos povos a forjarem entusiasticamente as suas próprias grilhetas. Sócrates, esse português com nome de grego, era um hiper-patriota que nunca se rebaixaria a governar com ajuda económica dos estrangeiros (que aliás já havia, e de que maneira)? Pois foi, mas assinou tudo bem assinadinho e esse documento está, de há dois dias para cá, traduzido em “português técnico”, ou seja, escondendo metade da verdade, num exercício de desonestidade que deve alegrar o nosso malcriado socialista residente. Afinal não precisávamos de ajuda internacional – ainda que só tivéssemos dinheiro para o fim do mês (e emprestado a juros de usurário)? Por isso, foi preciso que os maus do FMI viessem cá “para ajudar” como Soares dizia, só que vieram para impor – e ainda bem! – as regras como o Estado deve gastar o dinheiro que afinal é deles, porque não sabemos criar o nosso. E se não andarmos direitinhos, as “tranches” param de chegar.Neste Matrix infernal, ao menos talvez um dia tenha o consolo de ver o Constâncio (que bem nos tramou, com a sua criminosa cumplicidade e tolerância, e por isso mesmo foi recompensado) entalado num caso destes. Seria mais que merecido.Também não era desmerecido armadilharem o Sócrates, e apanhá-lo num urinol público dos subúrbios a fazer de “criada de quarto do Sofitel nova-iorquino” a um qualquer preto das obras, como aconteceu ao George Michael. Salazar era um ditador horrendo, que fazia contas de merceeiro e dava os tais safanões a tempo? Pois era. Felizmente agora é que estamos a ser bem governados, por gente de qualidade, com honestidade, estatura, inteligência e visão. E até agora foi só o primeiro abalo tectónico, que o tsunami ainda não chegou.

    1. Avatar de daniel tecelao
      daniel tecelao

      Salazar volta que estás perdoado!!!

  6. Caro ABC, este texto é lamentável. Inacreditável. Indigno de si, do que tem sido a sua práctica neste blog.Nunca pensei que o senhor fosse dar crédito a teorias da conspiração ridículas. Para mais, envolvendo alguém com um historial de adultério e de tentativas de violação.Em idêntico sentido critiquei João Gonçalves, do PortugaldosPequeninos, cuja atitude sobre o mesmo assunto foi semelhante. Ambos me desiludiram. De si e dele espero sempre muito melhor do que… isto.

    1. É politicamente correcto acusar o homem. É politicamente incorrecto pôr, sequer, a hipótese da sua inocência. Ora o Irritado jamais se preocupou em respeitar o politicamente correcto´.Por outro lado, sendo o senhor Strauss-Kahn socialista, não faz parte das simpatias do Irritado. Este não fez mais que esmiuçar um pouco o que tem vindo a público. Tendo o cuidado de, no fim, não excluir a sua eventual culpabilidade. Lá que tem inimigos com fartura (esqueci-me daqueles que queriam juros mais altos para o nosso empréstimo…), disso não há dúvida.Espero que veja, senão na teoria da conspiração, pelo menos o suficiente para achar que as circunstâncias apontam claramente para uma falta de consistência da acusação da rapariga…Obrigado pelo comentário.

    2. Caro Senhor: O seu desabafo parece normal, tal como me pareceu num primeiro impulso. Mas pense bem, a armadilha tinha de ser montada no ponto fraco do indivíduo que estava a desafiar a “ALTA FINANÇA”. Recomendo-lhe que leia a transcrição que fiz há momentos, que ajudará a desvendar o “puzle” que foi montado ao Strauss Kahn. Na alta finança, não há pudor e vale tudo. O homem caíu na armadilha, mas espero que tudo se esclareça.cumprimentos.

  7. Nada me move contra o senhor Octávio dos Santos, nem tenho procuração para acorrer a apoiar o Irritado, que sabe defender as suas ideias sem precisar deste “lateral thinker” que acaba sempre a escrever ao correr dos dedos no teclado – e por norma se afasta do tema em debate.Mas é exactamente por o tal Khan ter todo esse historial de assédio, que esta foi a forma ideal de o comprometerem sem remissão. Não posso nem tenho que jurar pela sua inocência, mas para ser sincero o caso tem todo o aspecto de uma manobra pouco subtil e com bastantes pontos obscuros. Os jornais frisam (talvez demais) que ele saiu nu da casa-de-banho, como se isso não fosse a coisa mais natural do mundo. Muito mais estranho é que a mulher estivesse a limpar o quarto, com o cliente a tomar banho, mas isso já ninguém acha invulgar, suspeito e surpreendente.O que está em jogo é o comando do FMI, nada menos que isso.E para quem tem muita fé na justiça norte-americana e acredita que o procurador falará sempre verdade e não fará tudo o que estiver ao seu alcance (mesmo ilegalidades) para condenar Khan, a fim de subir na carreira, basta lembrar a vergonha que foi o caso O.J. Simpson.Só se soube das tramóias de Nixon no caso Rosenberg muitos anos depois do casal ter sido electrocutado – mas NIxon era já vice-presidente.Mas aqui a parada é muito mais alta. Custa a entender que haja quem não perceba isto.

  8. Não entendo este alarido e os novos convertidos à teoria da conspiração.Em primeiro lugar, há alguma razão objectiva para pensar em conspirações?Não irá o grande Kahn ser investigado pela mesma polícia que investiga todos os outros cidadãos? Não vai ser julgado pelas leis que obrigam todos eles? Não tem ele mais dinheiro que o comum cidadão para se defender?Então porquê estas solidariedades estranhas?Tanta gente que se submete às mesmas normas e que cai na cadeia e só este cavalheiro recolhe estas simpáticas defesas?Acho que os portugueses, no fundo, todos vêm com bons olhos as cumplicidades que levam à impunidade da casta superior. Revêem-se nela? Ou aspiram a ela?Pessoalmente, sempre que me sinto sintonizado com alguma opinião do tecelão ou com a escumalha socialista, paro, penso duas vezes. Se continuar, chamo o 112 para me levar a uma consulta no Hospital Júlio de Matos.É assim que tenho escapado a grandes equívocos.

    1. Avatar de daniel tecelao
      daniel tecelao

      Pois, foi no Hospital Júlio de Matos que nos conhecemos. A vida tem destas coisas.

  9. Just my 2 cents: The Jews – a fraction of a fraction of a fraction of a percent of the world population – control the banks, the media, and the governments of most Western nations.Former presidents of the World Bank: Wolfowitz, Wolfensohn 2 JewsHead of the IMF: D. Strauss Kahn, JewHead of the american central bank, FED: Ben Bernanke, Jewformer 2 presidents, Greenspan and Volcker,  2 jewsHeads of the two major private financial playersGoldman Sachs and Citigroup: Blankfein and Weill 2 Jews(…) His “gaffe” was to confront the Washington-Wall Street Consensus and push for reforms within the IMF, which challenged America’s overriding role within the organization. (…)Interessantes questões aqui: http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=24866Enfim, eu, mal ouvi esta história, muito mal contada, lembrei-me logo do Eliot Spitzer. Lembram? E não é que uns dias depois lá veio a notícia da mesma madame, comum a ambos?!http://www.cnbc.com/id/43092195/DSK_Used_Eliot_Spitzer_s_Hooker_Ring_Madam_Says Coincidência ou não, ambos são judeus e ricos. Assim, como há judeus mais iguais e mais ricos que outros, há também uns mais pró dollar que outros. DSK além de não ser pró-dollar é pró-Israel o que me causa alguma apreensão, mas no meio de tudo isto há que meditar ainda sobre o peso e a quota da China no FMI. Insignificante e não devia. Além do mais já haviam “vozes” contra um novo líder europeu no FMI. Se os EUA ganharam com este assunto, a UE ainda ganhou mais e nós por atacado… resta só saber quem será o próximo e aí veremos se se confirma quem verdadeiramente ganhou peso no FMI. NWO!

  10. inteiramente de acordo com o raciocínio feito pelo autor, por me parecer efectivamente o mais lógico, embora neste jogo “mafioso” de interesses da ALTA FINANÇA, por vezes passa despercebido ao comum dos mortais. A propósito, li algures um artigo que vem de certo modo ajudar a compreender a jogada “suja ” que estará por detrás desta tramoia, e passo a citar:CLUB BILDERBERG EM ACÇÃODominique Strauss Kahn foi eliminado poir ameaçar a elite financeira mundialDominique Strauss Kahn foi vítima de uma conspiração construida ao mais alto nível por se ter tornado uma ameaça crescente aos grandes grupos financeiros mundiais.As suas recentes declarações como a necessidade de regular os mercados e as taxas de transacções financeiras, assim como uma distribuição mais equitativa da riqueza, assustaram os que manipulam, especulam e mandam na economia mundial-Não vale a pena pronunciar-mo-nos sobre a culpa ou inocência pelo crime sexual de que D.S.K é acusado. Os média já o lincharam. De qualquer maneira este caso criminal parece demasiado bem orquestrado para ser verdadeiro, as incongruências são muitas e é difícil acreditar nesta história.O que interessa aqui salientar é: Quem beneficia com a saída de cena de Srauss Kahn ?Convem lembrar que, quando em 2007 ele foi designado para ser o patrão do FMI, foi eleito pelo grupo do Club Bilderberg, do qual faz parte. Na altura ele não representava qualquer “perigo” para as elites económicas e financeiras mundiiais com as quais partilhava as mesmas ideias.Em 2008, surge a crise financeira mundial e com ela, passados alguns meses, as vozes críticas quanto à culpa da banca mundial e ao papel permissivo e até colaborante do governo Norte Americano. Pouco a pouco, o director do FMI começou a demarcar-se da política seguida pelos seus antecessores e do domínio que os Estados Unidos sempre tiveram no seio da organização.Ainda no início deste mês, passou despercebido nos média o discurso de Dominique Strauss Kahn. Ele estava agora bem longe do que sempre foi a orientação do FMI. Progressivamente o FMI estava a abandonar parte das suas grandes linhas de orientação : o controlo dos capitais e a flexibilização do emprego. A liberalização das finanças, dos capitais e dos mercados era cada vez mais, aos olhos de Strauss Kahn, a responsável pela proçiferação da cride “made in América”.O patrão do FMI mostrava agora nos seus discursos uma via mais “suave” de “ajuda” financeira aos paises que dela necessitavam, permitia um desemprego menor e um consumo sustentado, e que portanto não seria necessário recorrer às privatizações desenfreadas, que só atrasavam a retoma económica. Claro que os banqueiros mundiiais não viam com bons olhos esta mudança, achavam que estava tudo bem como sempre tinha estado, a saber: que a política seguida até então pelo FMI tinha obtido os resultados esperados, ou seja os lucros dos grandes grupos financeiros estavam garantidos.Esta reviravolta era bem-vinda para economistas progressistas como Joseph Stiglitz que, num recente discurso no Brooklings Institution, poderá ter dado a sentença de morte ao elogiar o trabalho do seu amigo Dominique Strauss Kahn. Nessa reunião Strauss Kahn concluiu dizendo: ” Afinal, o emprego e a justiça são as bases da estabilidade e da prosperidade económica, de uma política de estabilidade e da paz. Isto são as bases do mandato do FMI. Esta é a base do nosso programa”.Era impensável o poder financeiro mundial aceitar um tal discurso, o FMI não podia transformar-se numa organização distribuidora de riqueza. Dominique Strauss Kahn tinha-se tornado num problema.Recentemente tinha declarado: ” Ainda só fizemos metade do caminho. Temos que reforçar o controlo dos mercados pelos Estados, as políticas globais devem produzir uma melhor distribuição dos rendimentos, os bancos centrais devem limitar a expansão demasiado rápida dos créditos e dos preços imobiliários. Progressivamente deve existir um regresso dos mercados ao Estado.”A semana passada, Dominique Strauss Kahn, na George Washington Universiyy, foi mais longe nas suas declarações: “A mundialização conseguiu muitos resultados…mas ela também, um lado sombrio : o fosso cavado entre os ricos e os pobres. (termina já a seguir…)

  11. continuação….A semana passada, Dominique Strauss Kahn, na George Washington University, foi mais longe nas suas declarações:” A Mundialização conseguiu muitos resultados… mas ela teve também um lado sombrio: o fosso cavado entre os ricos e os pobres. Parece evidente que temos que criar uma nova forma de mundialização para impedir que a “mão invisível” dos mercados se torne num “punho invisível”.DOMINIQUE STRAUSS KAHN ASSINOU AQUI A SUA SENTENÇA DE MORTE, PISOU A LINHA VERMELHA, POR ISSO FOI ARMADILHADO E ESMAGADO.

  12. Avatar de daniel tecelao
    daniel tecelao

    Dominique Strauss Kahn foi vítima de uma conspiração construída ao mais alto nível por se ter tornado uma ameaça crescente aos grandes grupos financeiros mundiais. As suas recentes declarações como a necessidade de regular os mercados e as taxas de transacções financeiras, assim como uma distribuição mais equitativa da riqueza, assustaram os que manipulam, especulam e mandam na economia mundial. Não vale a pena pronunciar-nos sobre a culpa ou inocência pelo crime sexual de que Dominique Strauss Kahn é acusado, os media já o lincharam. De qualquer maneira este caso criminal parece demasiado bem orquestrado para ser verdadeiro, as incongruências são muitas e é difícil acreditar nesta história. O que interessa aqui salientar é: quem beneficia com a saída de cena de Strauss Kahn? Convém lembrar que quando em 2007 ele foi designado para ser o patrão do FMI, foi eleito pelo o grupo do clube Bilderberg, do qual faz parte. Na altura, ele não representava qualquer “perigo” para as elites económicas e financeiras mundiais com as quais partilhava as mesmas ideias. Em 2008, surge a crise financeira mundial e com ela, passados alguns meses, as vozes criticas quanto à culpa da banca mundial e à ao papel permissivo e até colaborante do governo norte-americano. Pouco a pouco, o director do FMI começou a demarcar-se da política seguida pelos seus antecessores e do domínio que os Estados Unidos sempre tiveram no seio da organização. Ainda no início deste mês, passou despercebido nos media o discurso de Dominique Strauss Kahn. Ele estava agora bem longe do que sempre foi a orientação do FMI. Progressivamente o FMI estava a abandonar parte das suas grandes linhas de orientação: o controlo dos capitais e a flexibilização do emprego. A liberalização das finanças, dos capitais e dos mercados era cada vez mais, aos olhos de Strauss Kahn, a responsável pela proliferação da crise “made in America”. O patrão do FMI mostrava agora nos seus discursos uma via mais “suave” de “ajuda” financeira aos países que dela necessitavam, permitia um desemprego menor e um consumo sustentado, e que portanto não seria necessário recorrer às privatizações desenfreadas que só atrasavam a retoma económica. Claro que os banqueiros mundiais não viam com bons olhos esta mudança, achavam que está tudo bem como sempre tinha estado, a saber: que a política seguida até então pelo FMI tinha tido os resultados esperados, isto é os lucros dos grandes grupos financeiros estavam garantidos. Esta reviravolta era bem-vinda para economistas progressistas como Joseph Stiglitz que num recente discurso no Brooklings Institution, poderá ter dado a sentença de morte ao elogiar o trabalho do seu amigo Dominique Strauss Kahn. Nessa reunião Strauss Kahn concluiu dizendo: “Afinal, o emprego e a justiça são as bases da estabilidade e da prosperidade económica, de uma política de estabilidade e da paz. Isto são as bases do mandato do FMI. Esta é a base do nosso programa”. Era impensável o poder financeiro mundial aceitar um tal discurso, o FMI não podia transformar-se numa organização distribuidora de riqueza. Dominique Strauss Kahn tinha-se tornado num problema. Recentemente tinha declarado: “Ainda só fizemos metade do caminho. Temos que reforçar o controlo dos mercados pelos Estados, as políticas globais devem produzir uma melhor distribuição dos rendimentos, os bancos centrais devem limitar a expansão demasiado rápida dos créditos e dos preços imobiliários Progressivamente deve existir um regresso dos mercados ao estado”. A semana passada, Dominique Strauss Kahn, na George Washington University, foi mais longe nas suas declarações: “A mundialização conseguiu muitos resultados…mas ela também um lado sombrio: o fosso cavado entre os ricos e os pobres. Parece evidente que temos que criar uma nova forma de mundialização para impedir que a “mão invisível” dos mercados se torne num “punho invisível”. Dominique Strauss Kahn assinou aqui a sua sentença de morte, pisou a alinha vermelha, por isso foi armadilhado e esmagado.

    1. É capaz de ser verdade.Quem escreveu isto? Quando se copia, é costume citar a origem.

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