Olho, nas páginas dos jornais, uma fotografia do senhor ElBaradei com um megafone na mão, a falar às massas. Faz-me lembrar Francisco Sousa Tavares, o “Tareco”, no Largo do Carmo, em cima de uma “Chaimite”, a falar às massas sobre a liberdade e a democracia. Mal sabia o orador qual era a democracia que os proclamados heróis do 25 de Abril queriam “oferecer” aos portugueses.
O senhor ElBaradei também não faz ideia do que “as massas” e os capitães lá do sítio querem impingir, se é que querem impingir alguma coisa para além de uma monumental bagunça, da qual, em princípio, vai emergir um bando de aiatolas, como, entre nós, emergiu o PC. O mais provável é que o senhor ElBaradei tenha o destino do Machado dos Santos quando o jacobinismo nacional deu cabo dele em nome da “liberdade” republicana. Talvez se safe, talvez as coisas lhe corram menos mal, como ao “Tareco” e a nós.
No entanto, o mais provável é que o senhor ElBaradei venha a ser apedrejado, ou equivalente, em nome de Alá, de Maomé, do Amadinejá, do Binladen ou de outras altas figuras da praça deles.
3.2.11
António Borges de Carvalho

Deixe um comentário