Grande pastelada anda por aí quanto às contas do desemprego. Parece que arranjaram uma geringonça tal que os números deste ano vão deixar de ser comparáveis com os do ano passado, que os resultados das somas e subtracções respectivas vão ser diferentes, que se vai obter informação através de chamadas telefónicas(!) – para quê, para quem, porquê? -, que se vai dar ao PM a oportunidade de, estribado em números (de telefone?) dizer que já não há desemprego ou quase, etc.., que é o que o homem gosta de fazer, sobretudo quando é mentira.
Responsáveis por isto? Não sei quem serão, nem palpitarei.
Se o método muda e os números deixam de ser comparáveis é porque os novos números estão errados, ou que o estavam os antigos, que o novo método de cálculo não serve, ou que o antigo não prestava.
Se se trata de uma simples questão de método, mais simples, mais rápido, mais eficaz, então os números não podem ser tão diferentes que não sejam compagináveis ou comparáveis com os anteriores.
Enfim, mais um mistério, mais uma malha que o socialismo teceu.
Será muito difícil saber quantas pessoas estão a receber subsídio de desemprego? Será muito difícil somar as que deixaram de o receber e ainda não arranjaram trabalho? E as que já voltaram a trabalhar? Será muito difícil saber quantas pessoas que andavam a recibos verdes deixaram de andar a recibos verdes?
Não há computadores no Estado? Não há registos? Não há quem saiba fazer contas? Para saber quantos desempregados há, faz-se uns telefonemas, e pronto? O que é isto?
Não há dúvida que a incompetência do governo alastra vertiginosamente à administração pública.
Talvez fosse altura – desta vez com razão – de o Doutor Cavaco publicar um artigo descrevendo como a moeda má do governo torna ainda pior a moeda, também má, da máquina do Estado.
Mera e respeitosa sugestão do IRRITADO.
5.1.11
António Borges de Carvalho

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