IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


VIVA A REPÚBLICA!

 

Foi notável a sessão de Prós e Prós com que o “serviço” público de televisão quis brindar os ignaros.

No palanque como na primeira fila e, é de julgar, na douta e abonecada assistência, com alta profusão de velhas loiras, amontoava-se, muito compostinho, um sem número de defensores da excelência do 5 de Outubro.

 

O pior, ou o melhor, foi que os debitantes de opiniões eram historiadores. Pelo menos foram como tal anunciados.

O IRRITADO presta homenagem aos ditos pela forma como não conseguiram disfarçar a real realidade da I República, ficando claro, aos olhos dos espectadores, a desgraça nacional que ela foi.

 

Não é possível deixar de comparar o que se ouviu às opiniões do Avante! e quejandos sobre o comunismo soviético. Diz essa gente que a coisa correu mal, mas que as receitas marxistas-leninistas não deixam por isso de ser as melhores.

 

O mesmo se passou no prós e prós. Sem contras. Isto é, os ilustres historiadores em praça concordaram em que a I República não podia ter sido pior, mas que blá, blá, blá, a modernidade, o registo civil napoleónico, o divórcio, as perseguições religiosas, laborais e civis, a ausência de liberdade de expressão, etc., tinham sido contribuições altamente positivas para a Pátria e que, por isso ou apesar disso, o 5 de Outubro foi porreiro, pá.

O camarada Jerónimo não conseguiria melhor.

 

Para supremo gozo do IRRITADO, o prós e prós – se é que alguém que se veja assistiu à manifestação – foi porreiro pá.

É que quem viu e ouviu não pode ter deixado de se perguntar por que raio de carga de água se comemora esta porcaria e não se comemora a Batalha de Alcácer-Quibir. Esta, ao menos, teve dignidade.

 

6.10.10

 

António Borges de Carvalho



6 respostas a “VIVA A REPÚBLICA!”

  1. Você não é irritado,é ressabiado.Apesar de tudo,antes cidadão que súbdito!!!

    1. Os súbditos de Sua Majestade Britânica são, nitidamente, mais cidadãos que os cidadãos da República Portuguesa, o mesmo ou quase se passando com todos os súbditos dos Reis europeus. O resto são cantigas ou deformações ideológicas.

      1. A deformação é tentar impingir a ideia que a nossa monarquia era um poço de virtudes, e estava a par das demais monarquias europeias.A história está feita,não vale a pena tentar torcê-la!!!

  2. Podemos certamente discutir esta questão, quiçá durante mais cem anos: e se não tivéssemos acabado com a Monarquia? Valeu a pena? Não valeu? E porquê parar por aí: então e se nunca nos tivéssemos tornado independentes de Espanha? Então e se ainda tivéssemos as ex-colónias? Então e se não tivesse havido o 25/4? Então e se o PCP tivesse ganho, após o 25/4? Então e se Sá Carneiro não tivesse morrido? Questões sem dúvida fascinantes, mas que, tal como o fado, não fazem o tempo voltar para trás. Além disso, para o cidadão comum – o plebeu que trabalha e paga impostos – a questão é simples: ou sustenta a múmia presidencial, ou sustenta a múmia real. A primeira, muda de tempos a tempos; a segunda, nem isso.

  3. Fiquei passado com uma madame a dizer que tínhamos deixado de ser súbditos e começou a debitar tanta cidadania da treta que por uma questão de higiene mental resolvi mudar. Se os ingleses são mais cidadãos ou não isso não interessa. O que interessa que o povo inglês é mais soberano. A imbecilidade republicana pensa que a rainha de Inglaterra é soberana. Que tristeza. E porque é mais soberano cada inglês é um súbdito que sabe os seus direitos e por isso arbitra muito melhor a sua parcela de soberania. O resultado vê-se.

  4. Avatar de O trigo e o Joio
    O trigo e o Joio

    Em Portugal comemora-se com mais entusiasmo a desgraça do 5 de Outubro de 1910, que designou a história de Portugal, pela negativa, para os 60 anos seguintes, do que o Tratado de Zamora, curiosamente também assinado num 5 de Outubro, que deu a nacionalidade a todos estes pseudo-republicanos. Ao fim e ao cabo acabam a fazer greves e a protestar quando o governo introduz medidas de austeridade para conter a despesa republicana. Esta é a verdade. Bem vistas as coisas, nenhum dos actuais membros dos maiores partidos é desfavorável à republica. Ou pelo menos não o demonstram. Isto para não falar da revolução de 28 de Maio, essa sim uma revolução que condicionou e muito a evolução económica , social, cultural e sei lá que mais, deste país a que os assinantes do Tratado de Zamora chamaram de Portugal. Bardamerda para a república dos lacaios do tacho.

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