Ontem, a TVI anunciou em notícia de rodapé:
No consulado de Portugal em Macau, a bandeira nacional foi, durante a noite, substituída pela da Monarquia.
O IRRITADO sugere nova redacção. Por exemplo:
“No consulado de Portugal em Macau, a bandeira da República foi, durante a noite, substituída pela Bandeira Nacional.”
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Segundo várias famílias, as entrevistas dadas pelo senhor Pinto de Sousa ao Financial Times e ao Wall Street Journal foram catastróficas para os nossos interesses, dada a total falta de inteligência do entrevistado.
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O governo português deu aval do Estado à CGD do Estado para um montante de mais de quatro mil e duzentos milhões de euros que esta pôs à disposição do BPN, banco nacionalizado pelo Estado. Para descansar o pagode, o governo garantiu que iria vender o BPN para realizar as massas que lá tinha enterrado. Num esforço terrível, parece que já há quem ofereça duzentos milhões pela coisa. Só faltam quatro mil milhõezitos.
Um negócio que merece, sem dúvida nenhuma, o prémio Nobel da estupidez.
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As palhaçadas de ontem reuniram uma vasta quantidade de “homens bons” da III República, a classe política quase em peso – ai!, se não apareço ‘eles’ são capazes de dar por isso! – deputados, ministros, secretários de estado, presidentes de diversas coisas, autarcas, etc.. Só a malta, o chamado povo, ficou em casa.
O IRRITADO, possuído de infrene fervor patriótico, içou a Bandeira azul e branca lá em casa, comeu um rico polvo à lagareiro com uns amigos, e regou-o com um tintol alentejano.
Foi o melhor 5 de Outubro dos últimos cem anos.
6.10.10
António Borges de Carvalho

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