Com a prestimosa colaboração dos chamados órgãos de comunicação social, adensam-se as cortinas de fumo que escondem as obras do senhor Pinto de Sousa.
Ele são os incêndios – cortina de fumo propriamente dita – que ocupam muito mais tempo informativo do que deviam.
Ele é a dona Rosalina, coitadinha, que acordou ao fim de nove meses na morgue, para ocupar o pessoal. Ainda por cima, o mais “chateado” com a coisa é um tipo do PSD. Sopa no mel!
Ele é o caso Queiroz, meticulosamente empolado pelo governo, a fim de esconder os malefícios do chefe.
Escondido o que “não interessa” por estas contínuas fumaradas, o primeiro-ministro desdobra-se em cerimónias de propaganda, primeiras pedras, inaugurações de coisas que nem um secretário de estado mereciam. Lá estão os jornais, sobretudo os telejornais, para ampliar à saciedade estas ninharias, tão dignas de um ditador africano quanto duvidosas num PM que se diz europeu.
Atrás do fumo negro da vilania informativa fica tudo o que interessa à nossa vidinha: os gastos malucos do poder, o desemprego, a estagnação, as barracas das SCUTS, as inúmeras malfeitorias do primeiro-ministro, as bocas ordinárias do Vitalino, do manhoso porta-voz, do Silva, do tipo que rouba gravadores, do Pereira, do rapazola com a boca à banda, daquele díscolo verbal de Viseu… da vasta plêiade de obscuros cidadãos que o primeiro-ministro foi buscar aos arquivos do partido para seu serviço pessoal.
E o Presidente da República? Que faz ele? Alinha.
2.9.10
António Borges de Carvalho

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