IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


PROCURADORES

A tendência para a asneira parece ter tomado, em definitivo, assento nas nossas magistraturas.

O PGR que já lá vai não perdia uma apariçãozinha perante os chamados media. Ele era entrevistas, declarações, comunicados, sei lá. Acabou, como é de timbre, por passar vida a meter o pé na argola. Havia fugas de matérias em segredo de justiça todos os dias. O homem não se continha, ou deixava que os outros se não contivessem. Tenho pena, uma vez que toda a gente diz que é um homem sério e sabedor. Não resistia, e pronto.

O PGR que temos vai pelo mesmo caminho, como o Irritado já teve ocasião de, duas vezes, sublinhar. Estando ainda no princípio do mandato, pode ser que perceba e se contenha. A ver vamos.

A Procuradora Morgado passou anos a matraquear as pessoas na televisão, atirando ao vento acusações das mais variadas naturezas, sem jamais dizer a quem se referia. Puzeram-na no galarim, ou seja, deram-lhe umas batatas quentes para descascar. Muito bem, agora é que vamos ver o que vale a senhora. O bichinho da publicidade, porém, já começou a mordê-la. Os despachos já aparecem na Internet, a pôr em causa a disciplina da organização. A senhora, em vez de guardar a independência e a discrição, aparece em sessões de propaganda do PS.

Uma outra senhora, cujo nome não tenho a honra de ter na memória, mas que é nem mais nem menos que a juíz do Tribunal Constitucional (aquele que tem lá há dois anos, sem decidir, a questão da criancinha disputada por gregos e troianos) que relatou o parecer e desempatou a decisão sobre o referendo do aborto, faz questão de aparecer na mesma sessão do PS, a defender o dito aborto. O que, pelo menos, nos diz que quem escreveu o relatório e o votou não foi um juiz independente, com critérios técnicos e constitucionais, mas uma cidadã interessada em dar, à luz das suas convicções pessoais, determinado destino à decisão a tomar.

 

É nisto que estamos. Enquanto os agentes da Justiça não perceberem a dignidade do seu múnus, não serão os Parlamentos, os Governos ou as Leis quem endireitará as coisas.

 

António Borges de Carvalho


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