Em lauta almoçarada, com a adequada pompa informativa, o Alegre apresentou aos infelizes os seus mandatários eleitorais.
São eles:
– O Dr. Sampaio – não, não é o do golpe de estado, é o outro, o psiquiatra “progressista” que se tornou conhecido depois de o irmão ter ganho as eleições;
– A dona Maria de Belém, a voz de cana rachada mais desagradável da Nação, com assento permanente, que horror, na SIC Notícias;
– O escritorzinho de barbas Jacinto Lucas Pires, muito bem lançado no mercado por causa do pai, o qual, dizem informações credíveis, anda no céu a protestar pelo filho que Deus lhe deu.
Nas esclarecidas palavras do candidato, a sua é uma “candidatura de cidadania”.
Razão pela qual escolheu este brilhante trio, oriundo da “cidadania” e formada, sem excepção, por membros ou apoiantes do PS.
O Pires tem a particularidade de, confessadamente, ter um pó de morte aos comunistas do Bloco de Esquerda, que considera “conservadores”, “trauliteiros” e “retrógrados”, gente que “não percebe que as cartilhas de antigamente já não fazem sentido”. Vai ser, como é natural, o companheiro ideal do Louça nos comícios do Alegre. Por outro lado, o insigne jovem acha que o PS é “um mal menor”. Não podia ter sido mais bem escolhido.
A dona Maria, “militante do PS”, trabalhou activamente contra o PS nas últimas presidenciais, assim demonstrando uma coerência por certo muito útil ao candidato.
O Sampaio, esse, não se sabe o que dele se pode esperar. Talvez uns conselhos clínicos ao saco de gatos de que faz proeminente parte. Já não era nada mau.
16.6.10
António Borges de Carvalho

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