A FORMA E O CONTEÚDO
16 respostas a “A FORMA E O CONTEÚDO”
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Não vivemos nesta “choldra” há mais de 800 anos? Infelizmente princípios deontológicos e regras éticas de conduta são apanágio de uma minoria. A maioria “gosta” e até votam nessa cambada.Faz parte da “formatação cultural”.
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Não sei se terá sido sempre tão choldra como isso.O seu comentário leva-me a concluir que acha que o Pinto de Sousa tem desculpa.
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Conclusão errada. Não tem desculpa. O problema é que a maioria é igual a ele e quejandos.
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Está coberto de razão. Chega a ser pungente o espectáculo com que o primeiro-ministro nos brinda, mês sim mês não, a desmentir mais alguma coisa, a refutar embrulhadamente nova trafulhice, mais um caso de contornos complicados, escusos, sempre ensarilhado, invariavelmente apontando perfídias, carpindo queixas, com um olhar inexpressivo e uma voz de modulações lamuriosas. Já enjoa.Ainda não se resolveu uma trapalhada (por exemplo, o caso Lopes da Mota), já está metido noutra.Haverá por aí pessoa a quem sucedam mais azares, mais perversas malvadezes que àquele infeliz? Eu já perdi a conta.Haverá por aí alguém que ainda acredite que ele é sempre inocente em tudo isto? Só por teimosia.Este tormento colectivo a que nos submete é bem mais opressivo (e sobretudo ridículo, sem grandeza) que o de Nixon à luta com os tribunais para furtar-se a entregar as gravações dos telefonemas sobre Watergate.Para o despudor ser completo, aparece Soares, essa figura sinistra a quem Deus castigou pendurando-lhe os glúteos na cara, a invocar “assassinatos morais e políticos de homens públicos, sem provas nem julgamento” e que “as fugas de informação são uma vergonha para a justiça”. Logo ele, que foi tão “vertical” e respeitador do alheio direito ao bom nome, no caso dos Ballets Rose, que a pretexto do depoimento abonatório que um ministro prestou a favor de um administrador do BESCL (a única pessoa de algum relevo em todo o caso) transformou-o insidiosamente em caso político e por ter difamado quem nada tinha a ver com o assunto, foi condenado – com julgamento e prova, como ele bem sabe e nunca explica – e enviado para S. Tomé, onde passou uns poucos meses de férias (soberbamente remuneradas!) que ele, sempre mentiroso, apôs ao seu curriculum como “o exílio, uma experiência dura e singularmente difícil”.No seu post “O que devia acontecer mas não acontecerá” o Irritado prevê que tudo vai ficar na mesma, pois um país de carneiros gera um governo de lobos. Mas o animal feroz (como Sócrates gostava de se definir) tem revelado afinal a sua verdadeira natureza de bicho apenas repugnante prestes a partir para outras paragens.Noto com satisfação que o XXI vai, talvez sem se dar conta, apercebendo-se do importante papel das elites. Não houve “choldra” durante 800 anos. É sempre perigoso generalizar, mas houve-a sobretudo quando a “malta” se apossou do mando.
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Essa hitória do ballet rose está muito mal contada.Aliás tenho gordas duvidas que alguem saiba exctamente como se passaram as coisas,a não ser,que o sr na altura tivesse acesso a informações previligiadas.Acaso o Watergate tem alguma semelhança com a desbunda que graça neste país?Sobre carneirada muito havia a dizer,há-os recentes,mas tambem andam por aí velhos carneiros,que agora dizem não conhecerem o rebanho e não sabem onde é o redil!!!
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Caro ManuelBGostei do que escreveu e não resisto a contar-lhe uma anedota que correu em Lisboa a propósito do “exílio” do camarada Soares em S.Tomé.É bom lembrar que o Salazar nunca lhe ligou o suficiente para magoa-lo.Mandou-o para S.Tomé tal como qualquer pai rico faz ao filho que é idiota e o compromete:manda-o para longe mas com todo o bem estar.O Soares podia fazer tudo em S.Tomé,menos ser professor do Liceu.Penso que esta medida do Dr Salazar tinha por fim proteger o nome de Portugal no exterior quanto ao que dizia respeito à qualidade de ensino.Mas vamos à anedota:Mário Soares quando chegou a S.Tomé quis dedicar-se à advogacia e quis o destino que o seu primeiro cliente fosse um jovem preto que estava acusado de ter roubado um cacho de bananas avaliado,na altura,em dois escudos e cinquenta centavos.Durante o julgamento,o advogado Soares convenceu os juízes que o que estava em julgamento não era um roubo dum cacho de bananas mas,antes,o julgamento dum patriota que se revoltara contra as injustiças do regime e do sistema colonial.Resultado:o preto apanhou vinte anos.CumprimentosCarlos Monteiro de Sousa
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A confirmar-se tal istorieta,ela só vem confirmar o despostismo do regime do ditador Salazar de má memória!!!
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Sem prejuizo do que a justiça vier apurar criminalmente,e a assembleia da republica politicamente,ao que estamos a assistir é a um assassinato publico.E não é de pessoas,é do estado de direito e da democracia.Quem anda por aí aos pulos histéricamente a defender que os fins justificam os meios e o que conta são os conteudos,a forma é desprezivel,devem ser os mesmos que sustentaram durante 48 anos os bufos da PIDE,e aplaudiram os tribunais plenários.Salazar já lá mas deixou cá muitos apóstolos!!!
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Ó Tecelão, esta sua é tão porca que nem parece sua!
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E o porco aqui sou eu!?!?!?
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Caro Carlos Monteiro de Sousa,Peço que o IRRITADO me desculpe de usar o seu espaço para me dirigir directamente a si. Conto também que o Tecelão perdoe que me espraie em considerações por numerosas linhas, mas ainda não aprendi a dizer as coisas sem usar palavras.Já que falo com o Tecelão, se ele me ler, vale lembrar-lhe que “assassinato” é um galicismo de “assassínio”. Soares utilizou-o porque fala lindamente francês, como todos sabemos e a criada do Zé Cid constatou (“Ó menino, o senhor presidente fala tão bem francês que até eu que não sei falar, o consigo entender!”).Sobre os Ballet Rose, as peças do processo foram publicadas a seguir ao 25 de Abril (que antes dessa data havia MESMO segredo de justiça), e terei muito gosto, numa próxima oportunidade, em explicar-lhe o não-caso que tudo aquilo foi.Na sequência da história que o Carlos Monteiro de Sousa contou, gostaria de narrar o que há muitos anos ouvi da boca do Jorge de Mello sobre o “exílio” de Soares.O Tecelão ajuizará se o Mello, infelizmente incapaz de agora explicar o que quer que seja, se daria ao trabalho de inventar o que segue.Durante um almoço entre 5 ou 6 pessoas, a conversa caiu nesta história e ele explicou, sem pedir segredo, a sua participação no assunto.Já desde o tempo do Alfredo da Silva e depois do seu genro Manuel José de Mello, Salazar tinha uma reunião de 6 em 6 meses com o Jorge para saber da vida industrial do grupo e falarem dos mercados internacionais, legislação adequada, etc. etc.Nunca falavam de política. Até que salvo erro (posso confirmar depois) nos começos de 1968, no fim de uma dessas reuniões, Salazar disse ao Jorge:- Gostava de pedir um favor pessoal ao Senhor Doutor. Sei que conhece o Mário Soares. [Soares tinha sido advogado da sua irmã Cristina, nas partilhas. Foi a única dos irmãos que quis constituir advogado, obrigada pelo marido António Champallimaud. Como se vê, “les beaux esprits se rencontrent” e esta é outra história que mereceria ser falada um dia]. Como certamente sabe, ele foi condenado a ir exilado para S. Tomé. Ainda dizem que eu mando. Se eu mandasse era para Timor que ele ia.E Salazar encolhia os ombros, com um sorriso (o Jorge fazia a mímica):- E é porque não temos mais longe…E continuava:- Ora o Soares diz que quer continuar a exercer advocacia por lá, para sustento dos filhos. Eu só não percebo se ele vai defender o branco contra o pretinho, se o pretinho contra o branco, mas é certo que não há-de ter nada para fazer. Como o senhor tem uma roça (a roça da Pinheira, logo ao sair da cidade), pedia-lhe o favor de poder averiguar junto dos outros que as têm também (Mantero, Belard, Jerónimo Carneiro e outros) se não poderiam combinar uma avença para o Soares, a dividir por todos. Assim a família dele não passa fome.O Jorge disse que sim, mas o que é facto é que – apesar de todos falarem nele como um temível ditador – ninguém quis colaborar na tal avença.Ao fim de uma semana, o Mello chamou o seu advogado Serra Lopes e disse-lhe para tratar do assunto, pondo Soares na folha de pagamentos com “uma avença que não o envergonhasse perante Salazar”. Não posso jurar, porque ouvi a coisa há muitos anos, mas o número que me vem à memória são 60 contos. Mas repito, não estou certo.Dias depois, o Jorge liga para S. Bento, a dizer que o assunto estava tratado.Resposta de Salazar:- Já sabia, e agradeço-lhe muito. Mas o Senhor Doutor foi talvez generoso demais porque já recebi um ofício do governador, revoltado que a primeira autoridade da ilha ganhe menos que um preso nela!Tableau. (continua)
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(continuação)Quando foi primeiro-ministro, durante uma visita ao Brasil, onde estavam – aí sim, exilados – o Manuel Ricardo e António Espírito Santo, Soares não se coibiu de dizer que “Portugal passa bem sem os Mello e Espírito Santo”. Não tocou no Champallimaud, que este logo lh’as cantava, pois então.Há uns meses, quando passaram 40 anos sobre o “exílio”, esse vil vendido – o Tecelão dá licença que fale dele assim? – só podia que continuar a mentir. Na revista “Visão” ou outra do género, explicou que a Cristina Mello “que o conhecia” é que lhe tinha pedido se ele podia tratar dos seus assuntos em S. Tomé, que “até lhe dava jeito a ela.”Uma refinada mentira, até porque há dois ou três anos ouvi, em silêncio, um antigo proprietário de S. Tomé contar que o Mello o tinha contactado.O Tecelão que continue a colocar Soares num altar, de toga, olhos em alvo e entre palmitos, que este é apenas um episódio entre muitos, para provar como quando o dinheiro fala, a verdade fica calada. E com Soares, o vil metal só se há-de remeter ao silêncio quando ele “bater os alicates”.
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Creia,que apesar de, regra geral não concordar consigo,nem acreditar em muitas das suas istórias,leio-o sempre com renovado prazer.O seu sectarismo tem algo de poético, numa amalgama de cultura e saudosismo que empresta á sua escrita um encanto peculiar.Continue,até que a voz lhe doa,não deixarei de o ler,assim como não deixarei de o combater. Descontando a sua psicose endógena a tudo a que cheire a esquerda,até as suas correcções linguisticas me são simpáticas.
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Meu caro ManuelBCom a previsível autorização do Irritado (aproveito,desde já,para lhe agradecer a autorização e enviar-lhe os meus melhores cumprimentos) quero que o meu caro ManuelB fique a saber quão contente fiquei com o seu texto de esclarecimento sobre uma verdade que tem andado escondida há muitos anos.Também ouvi o que narrou mas de fontes não tão fidedignas.Houve quem dissesse que quando se sabia nas tertúlias do Saldanha (Monumental/Monte Carlo) que o Mário Soares tinha sido preso ele já estaria a jantar com a família.Não posso jurar que é verdade mas… tanta prisão,pelos mesmos motivos e por tão pouco tempo dá que pensar,isso dá quando conhecemos outros casos.Aceite os meus melhores cumprimentosCarlos Monteiro de Sousa
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Se esse “episódio” é verdade, só me resta dizer que o Soares é o !pai espiritual” (mentor) do “chefe bando de malfeitores” com nome grego (quiçá, por isso se fala tanto na Grécia, como tão próxima de nós).
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Comente isto:”Manuel Alegre foi um dos 68 ex-deputados que pediram à Assembleia da República a atribuição da subvenção vitalícia e do subsídio de reintegração. O ex-deputado diz que “recebe aquilo a que tem direito”.Segundo avança hoje o Correio da Manhã, 68 ex-deputados pediram à Assembleia da República a atribuição da subvenção vitalícia e do subsídio de reintegração. Entre eles, segundo dados fornecidos pelo próprio Parlamento ao jornal, encontra-se Manuel Alegre.Como explica o Correio da Manhã, ao pedir a subvenção vitalícia, Manuel Alegre passa a receber duas pensões do Estado. A receber uma reforma de 3219 euros como aposentado da RDP, Manuel Alegre irá receber agora uma subvenção vitalícia superior a dois mil euros mensais.Confrontado pelo Correio da Manhã acerca desse facto, Manuel Alegre afirmou: “Eu recebo aquilo a que tenho direito. A pensão como funcionário da RDP e a subvenção vitalícia a que qualquer deputado tem direito”. As duas reformas em conjunto, adianta o CM, ascenderão a quase cinco mil euros por mês. Manuel Alegre considera que “tudo somado, agora recebo menos 500 euros do que recebia quando tinha um terço da pensão”.Com 34 anos de deputado, Manuel Alegre afirmou ainda ao Correio da Manhã que “Eu podia ter acumulado duas pensões a partir dos 65 anos (reformou-se da RDP com 70 anos) e prescindi disso”.Parece aqui reunido o “BLOCO CENTRAL”.
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