IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


DA MAFIA POLÍTICA

 

O Dr. Sampaio, do assento etéreo onde subiu, contemplou a plebe e declarou:

 

Tivemos eleições há três meses e ninguém no seu bom juízo pensa que vamos ter outras, como é óbvio.

 

Aqui temos o que é o verdadeiro lançamento da campanha anti Presidente da República ora em curso por obra do partido socialista.

O Dr. Sampaio, que já se esqueceu do golpe de estado que perpetrou, sem vergonha nem rebuço, quando quis correr com um governo maioritário que não lhe agradava, opina que o seu sucessor está maluco, se dissolver um parlamento em que um governo minoritário esbraceja, impotente, no miserável pântano em que, por obra do próprio, o país soçobra.

Vindo ainda relativamente longe o período em que o Presidente terá poder de dissolução, o espantoso e completamente desavergonhado senhor vem, desde já, prevenir a Pátria que, se o actual Presidente fizer o mesmo que ele fez – mas com muito mais razões – é porque perdeu o juízo. Mais uma demonstração da “isenção”, da “independência”, da “atitude construtiva” que sempre foi timbre do Dr. Sampaio.

O IRRITADO não sabe se o Presidente deve dissolver o Parlamento ou deixar o governo cair de podre.

Mas sabe que atitudes como esta do Dr. Sampaio configuram aquilo a que se pode chamar uma postura politicamente mafiosa: ou fazes o que eu quero ou perdeste o juízo.

 

Na “implementação” (como soe, infelizmente, dizer-se) da campanha aberta pelo socialista Sampaio, avança o socialista Pinto de Sousa com evidente manifestação da sua profunda natureza carroceira.

Andando pelo país a badalar propaganda, atrasa-se e manda dizer ao Presidente que prefere andar na propaganda a respeitar o compromisso assumido para uma reunião em Belém. Para dar mais cor à coisa, diga-se que essa audiência, por bondade do Presidente, tinha sido agendada para momento que mais convinha ao carroceiro.

Noutra monumental falta de educação, integrando mais uma acção da campanha socialista contra o Presidente e manifestando a radical ausência de sentido de Estado que anima o carroceiro, o mesmo tinha faltado à posse os conselheiros de Estado, órgão consultivo do Presidente.

É evidente que o Presidente não gostou, nem podia gostar, destas monstruosas afrontas. Não é preciso ser jornalista, nem ser de intrigas, para perceber isto. Mas, quando os jornais o disseram, salta a maralha da campanha da máfia socialista, aos gritos que o Presidente é que é o mau da fita. O senhor Pinto de Sousa, emérito aldrabão como é público e notório, assume angelical postura. Pudera, se os peões de brega tinham recebido ordens para atacar e já o andavam a fazer, não precisava de se preocupar mais com o assunto.

 

Destaque-se a performance de dois dos referidos peões:

 

Um deles, que dá pelo nome de Lelo embora se chame Ribeiro de Almeida, em mais uma demonstração do alto valor intelectual que o caracteriza, disse:

O Presidente, nas coisas em que intervém, tem uma postura interventiva.

Veja-se a inteligência, a lógica, a clarividência desta afirmação. Na opinião deste piadético, grande dirigente das massas socialistas, o Presidente deveria intervir de forma não interventiva, isto é, sem intervir. Se intervém intervindo, então está tudo estragado!

Um mafioso, tão parvo e tão primitivo, que, se calhar, só devia intervir na campanha de forma não interventiva, ou seja, sem intervir. À atenção do senhor Pinto de Sousa.

 

Passarão mais qualificado é um tal Sousa Pinto (será primo do Pinto de Sousa, mas invertido?), rapazola com ar de sacristão, estrénuo defensor do mariquismo militante, distribuidor incansável de preservativos na universidade e na Caparica, ex-presidente da impagável juventude socialista – coisa abominável cujo pensamento político, historicamente, se reduz a questões provenientes de desvios sexuais – resolveu ofender-se porque o Presidente declarou que as prioridades do país não incluem o “casamento” de larilas com larilas nem de fufas com fufas.

Quem ouvisse o Presidente com ouvidos de ouvir, acharia isto uma verdade nua e crua, uma evidência tão evidente, passe o pleonasmo, que até o amigo banana era capaz de a dizer.

Mas o Sousa Pinto não acha. Para ele o tal “casamento” está à frente de tudo. Que interessa a crise ou o desemprego comparados com a rabichagem? Nada.

Muita falta nos faz, neste momento histórico, a sagacidade libertária da Natália Correia!

O rapaz acusa o Presidente de se estar a “intrometer” na agenda política do PS, pondo “em causa a oportunidade do diploma (do “casamento”) e as prioridades do governo e do PS, que constam no programa eleitoral que foi sufragado pelos portugueses”.

Lapidar! Que melhor confissão do que são as verdadeiras prioridades do PS! Que melhor demonstração das mais fundas preocupações de tal gente!

No paleio do badameco, o Presidente está a “contribuir para a dramatização da vida política nacional”. O representante de uma organização que anda há mais de um mês a não fazer outra coisa senão dramatização, vitimização, desculpabilização, etc., vem virar o bico ao prego acusando terceiros dos seus próprios pecados.

 

Mais bandalheira, mais mafiosismo, não sei se será possível.

 

O IRRITADO não é, nem de longe, o que se chama um admirador fiel do Presidente da República. Mas, tratando-se de pessoa que deixa os socialistas a cósmica distância moral, sente-se na obrigação de lhe não negar a razão e o direito de dizer o que disse, bem como de se ofender com as carroceiradas desta gente.

 

22.12.09

 

António Borges de Carvalho        


3 respostas a “DA MAFIA POLÍTICA”

  1. Você deveria bater na boca( no teclado) três vezes,só porque refere Natália Correia no seu sermão.Creio que a senhora não apreciaria a sua linguagem carroceira (para usar um termo que aprecia e com todo o respeito por quem conduz carroças)sobre rabichagem,larilas,fufas,mariquismo,entre outros.Para mim,não foi Sampaio que correu com Santana,foi a mafia (usando um termo que lhe é caro) do PPD,calçaram-lhe os patins,Sampaio só deu um empurrão.Essa da distância moral entre Cavaco e os socialistas,carece de melhor demonstração!!!

  2. Olá Amigo ABC Quando vejo e ouço determinadas afirmações relativas ao menino “Zezinho do Burro” (dito) Pinto de Sousa, quando o adjectivam de corajoso, e outras tantas balelas propagandísticas , interrogo-me se de facto, o país não endoidou de vez? (tal como dizia o outro, que é apelidado de ditador e outras coisas mais) Porém, Coragem tem o meu amigo ABC , que consegue escrever e descrever o que de facto se passa neste Pais das maravilhas, onde não há crise, onde não há desemprego, onde as famílias vivem felizes, e, se algum mal ainda possa existir, deve-se ao efémero consulado (de 4 meses) de Santana Lopes, que é o principal responsável de todos esses males ou então à crise internacional, visto que, quem está em crise é a Alemanha, a França, a Itália, a Espanha, os Estados Unidos , o Japão, e etc.. O certo é que Portugal apenas está ressentido do que fez o dito Santana e a crise internacional. Todos nós sabemos, que o Consulado de Forrobodó de António Guterres foi uma maravilha “tão maravilhosa”, que até o próprio optou por sair a meio do 2º mandato, talvez porque só nessa altura percebeu o logro em que estava metido, e que as maravilhas despesistas e da criação de tantos postos de trabalho em Empresas Públicas, criadas à revelia do encerramento de serviços do Estado, que para o efeito mudaram de nome de Direcções Gerais para Institutos disto e daquilo, porque aquelas não eram comportáveis visto que existia um Director Geral e um ou dois adjuntos (dependendo da dimensão da dita) pelo que, com o encerramento das ditas se criaram Institutos (nalguns casos chegaram a fazer dois e três Institutos, para ocupar o lugar daquelas) e nestes Institutos, criou-se um aparelho em que passava a existir um Presidente a Ganhar no mínimo o dobro do que ganhava o Director geral, mais 4 ou 5 directores em cada um destes Institutos a ganharem pouco menos do que o presidentes dos ditos. Adicione-se que a entrada de pequenos directores, directorzinhos e directorezecos a ganhar balúrdios para esse ditos Institutos, foram mais do que muitos, que passaram a comandar os Funcionários públicos de verdade que não quiseram deixar de o ser e aderir à situação de funcionário dos mesmos Institutos , mas que continuaram a desempenhar as funções que sempre desempenharam, mas, sendo tratados a baixo de cão, por esses tais directoresinhos , que até pareciam que odiavam todos aqueles que sempre fizeram aquilo que eles passaram a fazer, mas, mal e porcamente. Note-se que estes escolhidos do Socialismo para ocuparem esses cargos, quando se alvitrou a hipótese de se fazer alguma limpeza a estes excessos, todos se passaram a intitular de Funcionários Públicos, e pelos vistos estão a ser tratados como tal. Depois aparece aqui o menino Zezinho a lutar contra os Funcionários Públicos porque são demais e tem que se acabar com isso. Mas o que ele não tem coragem de reconhecer é que esses excesso se deve essencialmente aos abusos de Governos de que ele próprio fez parte e portanto, também ele responsável por esta salganhada . Depois de tudo isto, aparecem por aqui os Boys teceleiros a manifestar a sua discordância porque ABC tem a coragem de definir com toda a clareza, e sobretudo com toda a verdade, aquilo que se passa no país e todo o sortilégio a que os portugueses estão condenados. Parabéns pelo seu artigo e um Abraço. Sou o Francisco Luiz Machado Santos

  3. É muito bem feito para Cavaco Silva o que os «socretinos» lhe andam a fazer. Não andou ele, há cinco anos, a queixar-se da «má moeda»… ou seja, do governo de Santana Lopes? Pois agora tem a «boa moeda» à frente dos destinos do país. Não era isso que ele queria? Aguente-se!

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