IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


FIM AOS PANOS QUENTES!

 

Andam as hostes indignadas com o comportamento do Pinto de Sousa e da dona Manuela no Parlamento. Dizem que assim não vamos lá. Que é preciso “estabilidade”, que os problemas que o país enfrenta são de tal ordem que é necessário abater bandeiras e dar à Nação a paz política indispensável para se sair da tremenda pessegada em que fomos metidos.

Por estas ordens de razão, as almas não percebem nem aceitam que a dona Manuela e o Pinto de Sousa percam tempo a insultar-se.

 

Postas as coisas nestes termos, as almas teriam toda a razão se estivéssemos numa situação normal, num país normal. Mas estamos em Portugal.

O primeiro-ministro é incapaz de responder seja a que pergunta for da chefe da oposição, isto é, responder responde, mas alhos contra bugalhos, insultos, provocações e ordinarices. O primeiro-ministro não tem um mínimo de condições pessoais para o ser, não tem, nem merece, um mínimo de credibilidade, bem pelo contrário. Por outro lado, foi sob a sua batuta que a desgraça foi criada. Nada, absolutamente nada, indica que tenha ou possa vir a ter talento para inverter as tendências actuais.

Por tudo isto, muito bem faz a dona Manuela quando o põe perante as suas malfeitorias, pessoais e políticas, as suas mentiras, as suas manifestações de desprezo pelos demais. Muito mal faz a dona Manuela em não ter começado há muito mais tempo a descobrir-lhe a careca, não ter, há muito tempo começado a exigir o resto da cabeça, todos os dias e cada dia com mais força.

 

O Partido Socialista, o Presidente da República, os órgãos de informação, se querem prestar algum serviço ao país, têm que perceber que, com este primeiro-ministro não há solução para nada. O fulano, como homem, não presta, só nos desonra e envergonha. Como político, é um demagogo, um vendedor de banha da cobra, um ignorante e um provinciano dos maus.

Tudo, a seu respeito, está politicamente provado: ineficácia, incapacidade para estimular a economia ou para libertar a sociedade das garras do Estado, total falhanço na redução da despesa pública, ausência absoluta de credibilidade pessoal, envolvimento contumaz nas mais variadas “histórias”, parlapatice infrene, desrespeito por tudo e por todos.

Não interessa se cometeu crimes ou não cometeu crimes. Não é disso que se trata, não judicializemos a política. O caso Pinto de Sousa é um caso de brutal e indiscutível falhanço político, de brutal e indiscutível falta de merecimento pessoal para o cargo, tudo à vista de todos, tudo, aliás, provado em eleições.

 

Não é a todos que cabe tirar disto as indispensáveis consequências políticas. Há órgãos para isso.

Antes de mais, se ao partido socialista ainda restar alguma dignidade, deve ser ele próprio a pedir a demissão de Pinto de Sousa e a nomear um substituto que possa provocar a tal estabilidade e a tal governabilidade que todos parecem querer.

Depois, cabe ao Presidente da República tomar as atitudes que, apesar de tudo, o seu cargo admite, sem para tal necessitar de recorrer ao golpe de estada, como, sem sombra de razão mas com o seu estúpido apoio, fez o seu antecessor.  

Cabe à “informação” dizer a verdade aos portugueses.

E cabe à oposição, saneada que seja a chefia do governo, abater bandeiras e tratar de nos salvar.

 

Mais panos quentes é que não.

 

6.12.09

 

António Borges de Carvalho


5 respostas a “FIM AOS PANOS QUENTES!”

  1. José Sócrates não é culpado. Os ‘iluminados’ da nossa vida pública e política(se é que existem) tinham obrigação de em 2005 impedir esta desgraça chamada José Sócrates. Não impediram e o erro repetiu-se, para nosso mal, em 2009. Não se compreende. O senhor pode servir para muitas coisas, não duvido disso. Mas conduzir os destinos do país e de todos os portugueses? E com quantos votos este senhor venceu em 2005? Dois milhões e meio??? Mas que provas de competência foram dadas para merecer tão importante cargo? Por favor… De uma coisa tenho a certeza, não me sinto responsável pela actual situação do país. Valha-me isso.

    1. Caro anónimoTem razão. O homem teve mais votos que os outros. Os outros (o CDS e, sobretudo, o PSD) não foram capazes de os atrair em quantidade suficiente.Por isso que estejamos num beco para a saída do qual parece não haver outra solução que não seja a de o PS perceber o problema e ser capaz de, patrioticamente, nomear outrem, alguérm que tenha capacidade para promover um governo que possa governar.Não são os partidos da oposição quem não tem patriotismo (neste caso, o “patriotismo” seria aceitar o Pinto de Sousa, o que agravaria o problema), é o PS que insiste em apoiar a personificação do problema. Os partidos da oposição deviam sim procurar demonstrar ao PS que, com este tipo, ninguém pode ir à bola e que, aí sim, por patriotismo, o PS devia arranjar outro.

  2. José Sócrates não é culpado. Os ‘iluminados’ da nossa vida pública e política(se é que existem) tinham obrigação de em 2005 impedir esta desgraça chamada José Sócrates. Não impediram e o erro repetiu-se, para nosso mal, em 2009. Não se compreende. O senhor pode servir para muitas coisas, não duvido disso. Mas conduzir os destinos do país e de todos os portugueses? E com quantos votos este senhor venceu em 2005? Dois milhões e meio??? Mas que provas de competência foram dadas para merecer tão importante cargo? Por favor… De uma coisa tenho a certeza, não me sinto responsável pela actual situação do país. Valha-me isso.

  3. Estou a fazer um peditório cá no meu bairro para comprar uma corda para você enforcar o Pinto de Sousa.Aposto que seria capaz!!!

    1. Perdias. A própria vida lhe dará a resposta, como a ti também, caro tecelão.Por falar em tecelão, não usurpes símbolos de quem sofreu na pele as agruras dos poderosos. Na verdade, tu tens toda a “pinta” de quem é “poderoso”, só por estar “à sombra” de alguém sem escrupulos.

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