IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


PRIVACIDADE E PUBLICIDADE

 

Dona Cância, aproveitando a abertura de que dispõe no DN (órgão oficioso do PS que usa da mais radical imoralidade jornalística quando se trata de ajudar o chefe), veio a lume com uma artigalhada – o dobro do espaço habitual, que já é demais – revoltar-se, coitadinha, contra o facto de as autoridades encarregadas da moral (republicana) dos profissionais da coisa não terem dado o devido provimento aos seus protestos contra o surgimento, na imprensa,de gente que a “acusa” de ser “namorada do primeiro-ministro”.

Trata-se, na opinião da ilustre plumitiva, de uma invasão da sua vida privada, um pecado sem nome. Há até, protesta com justa indignação, fotógrafos, a que chama paparazzi (quem é a senhora para se achar com direito a ser paparazzizada?), que a apanham, em locais públicos, na doce companhia do senhor Pinto de Sousa.

 

Brada aos céus, não é?

 

Não é, não senhor. Dona Cância é uma das mais ferozes defensoras da “liberdade contratual” entre homens e mulheres, mulheres e homens, homens e homens, mulheres e mulheres, e do mais que não me dou ao trabalho de imaginar. É uma acérrima prosélita das uniões de facto, dos namoros de alcova, de tudo o que, para ela, significa direito e respeito civil por tal direito.

 

Dona Cância deveria tentar perceber que o senhor Pinto de Sousa, namorado ou não, é primeiro-ministro do saco de desgraçados em que transformou o país. E que, em todo o mundo civilizado, as pessoas têm o direito, esse sim, um verdadeiro direito, de saber do estatuto civil dos seus dirigentes. Ora se as uniões de facto, as ligações de alcova, os namoros de toda a espécie, são, na opinião da dona Cância, iguais ao estatuto civil de “casado”, tais ligações, no caso dos políticos, tendo igual dignidade entre si, devem ser, como é óbvio, do domínio público. Se o Presidente da República é casado, dúvida não resta que as pessoas têm o direito a saber que assim é, quer dizer, o facto de o Presidente da República ser casado ultrapassa largamente o limiar da sua respeitável privacidade. Toda a gente tem direito a conhecer da sua situação civil, o que não significa que tenha o direito a saber o que se passa em casa do senhor. Se a dona Cância, como os seus escritos postulam, acha que a sua ligação com o primeiro-ministro tem a mesma dignidade que o casamento do Presidente da República, com que direito protesta contra o facto de haver quem o diga e escreva?

Terá, sem dúvida, tal direito, se o que dizem não for verdade. Mas se o é, não se trata de “vida privada”, não tem nada a ver com as festas que o Presidente da República faz, ou não faz aos netinhos lá em casa! Bem pelo contrário, é coisa tão pública como os projectos que o senhor Pinto de Sousa assinava lá nas berças.

 

O que a dona Cância devia fazer era informar as pessoas sobre a situação “marital” do primeiro-ministro. São amantes, ou não? Aqui está uma questão de inegável interesse público e pouco de interesse privado.

 

21.11.09

 

António Borges de Carvalho


6 respostas a “PRIVACIDADE E PUBLICIDADE”

  1. Esta obra prima da literaratura blogueira, só podia provir de uma mente profundamente afectada.Este texto fede a inquisição.Com que direito se atreve a amiscuir-se e a condenar as relações de outros?Esse caldo de ódio a tudo que não confere com os seus principios,onde você milita,não lhe permite enxergar nada.Estou em crer que é patológico!!!

    1. Não há mais cego do que quem não quer ver.Eu sei que a sua cegueira se chama fidelidade ao chefe. Tem desculpa.Quem provocou a coisa? O CM, que disse o que toda a gente julgava que era verdade, ou a senhora que anda para aí a fazer publicidade à custa do CM?Tem razão. Não tenho nada a ver com a vida privada dela, ou do namorado. Mas tenhoa ver com as aldrabices do primeiro-ministro do governo (governo?) do meu país, coisa que o meu cara Tecelão por certo muito admira. Obrigado por me ler com tanto afã.

  2. É admirável como a tal jornalista se toma a sério ao ponto de escrever num jornal (que compramos para ler as nóticias do País e do mundo) o relato das suas sensaborias pessoais com o sindicato e com o namorado.Se não quisesse que falássemos nisso porque o namoro é recatado, a primeira coisa a fazer seria não apregoar o caso, porque o silêncio é coisa difícil de refutar. Mas ela gosta de soprar nas brasas, gosta de se fazer notada à conta do namoro, pois de outro modo não estaríamos aqui a falar da sua vulgaríssima pessoa.O primeiro artigo que li dela “explicou-me” logo de que género de senhora se tratava. No 25 de Abril de há um ano e tal, bradava contra os lugares marcados no Parlamento com os nomes das mulheres dos antigos presidentes e primeiro-ministros. Chamou “costume salazarento” a uma coisa tão natural assim. Apenas como “namorada”, ficou fora do que estava previsto no protocolo. E barafustou. Afinal acabo por não perceber: é ou não namorada do Zézito? O Tecelão que não se amofine por esta inquirição, nem se dê ao trabalho de responder porque a pergunta é absolutamente retórica. Interessa mais ter presente que o engenhoso “engenheiro” nos mente a todo o momento, desde que inventou o pretexto de desconhecer o défice para desdizer a sua principal promessa eleitoral — até à enorme dívida pública que criou nestes anos e que nos vai deixar a tinir por muitos e maus.Só há uma coisa que não desgosto em tudo isto: se afinal a infernal senhora sempre for namorada do rapaz de Vilar de Maçada… é muito bem feito!Estão bem um para o outro.

    1. Como entendo a “vergonha” e embaraço da senhora em ter tal namorado…

      1. Talvez tenha razão. Se calhar a fulana “sente” que o homem está quase a cair (praza a Deus!) e que é tempo de começar a saltar do barco, que é o que fazem os ratos.

        1. “…que é o que fazem os ratos”?Então? E o que fazem as “ratas”?

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