IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


UM CRIMINOSO À SOLTA

 

Um homem

– recebe e vende material roubado e

– viola correspondência alheia,

um jornalista

– revela fontes de terceiros e

– utiliza materiais que sabe ter sido subtraídos a colegas seus.

Num país civilizado, um jornalista (homem?) que faz tudo isto já não seria jornalista e, como homem, seria oficial e particularmente acusado de vários crimes públicos, pública e notoriamente cometidos.

Em Portugal, um criminoso à solta como este não ouve uma crítica do seu sindicato, não é objecto de um comunicado das autoridades socialistas que, as mais das vezes abusiva e estupidamente, se ocupam de vigiar a comunicação social, não é sujeito de nota da Procuradoria Geral da República, não é preso pela polícia apesar dos flagrantes delitos cometidos, não é multado pela ASAE, não nada. Pelo contrário, é louvado pelo partido do poder.

Tão escandaloso como os seus crimes, e tão criminoso como ele, é, por exemplo, o elogio que ontem o impossível camarada Costa lhe fez.

Trata-se, como já devem ter reparado, de um tal Marcelino, director do jornal ultra-socialista-disfarçado-de-independente que dá pelo nome de Diário de Notícias, publicação que já foi salazarista e comunista, e que, após uns anitos de relativa honestidade, caiu nas mão da clique do senhor Pinto de Sousa.

Onde iremos parar? Deixaremos que o senhor Pinto de Sousa acabe com o que resta – tão pouco! – do apregoado “Estado de Direito”?  

25.9.09

António Borges de Carvalho


4 respostas a “UM CRIMINOSO À SOLTA”

  1. V. Exa. devia ser comentador politico na televisao e radio para denunciar o estado de coisas em Portugal.Os portugueses deviam conhecer as suas opinioes sobre “o sistema”. Este blog somente chega a uma minoria. A sua voz merece uma audiencia mais generalizada.Regards.

    1. Muito obrigado pelas suas tão simpáticas palavras.Em tempos (83/86) tive uma coluna diária num jornal, a qual teve grande sucesso. Ficou-me este vício. Agora que a electrónica proporciona esta ilusão de ser lido, voltei à carga, até porque os problemas são os mesmos: mentalidades criadas e adaptadas a seguir o politicamente correcto, seja o que for. O socialismo de esquerda, reacção ao de direita, encaixou-se nas cabeças “formatadas” pelo Estado Novo. Foi só encaixá-lo no “suporte”. Delete, copy, paste, save. E, nas nossas pobres cabeças, ficou tudo na mesma.É contra isso que luto. As armas são poucas, mas quem não tem cão caça com gato!All the bestABC

  2. Depois dos reparos que entendeu por pertinentes fazer ao DN e ao jornalista que denuncoiu a tramoia,não sobrou nada para dizer do PUBLICO.Isenção a quanto obrigas!!!

    1. Quem me lê sabe que não sou isento nem independente. Tenho muito orgulho nos meus pontos de partida e sou dependente das minhas ideias e convicções. Ao contrário deste maldito “pluralismo” e desta estúpida “independência” que se instalou nos nossos jornais e que só serve para disfarçar manobras mascaradas de jornalismo, sou adepto de jornais com cara, com opinião, com princípios e com convicções, o que, aliás, acontece na generalidade dos países civilizados e muito contribui para clarificar as coisas. Veja, por exemplo, o caso da irritantíssima Manuela Moura Guedes: é posta na rua por um patrão que, toda a gente sabe, trocou o franquismo pelo socialismo – o que não é de espantar – e apoia claramente o Sapateiro e os seus amigos, como o nosso PM. Ficou tudo claríssimo. Por cá seria uma confusão dos diabos.O facto de não me considerar isento nem independente não me impede de ver as coisas como elas são. No caso vertente, referi-me aos factos, episódio por episódio, em post de há uns dias. Neste caso nem é preciso ter opinião. Factos são factos. Enfim, no que respeita ao Irritado, quem gosta gosta quem não gosta fica assim.Obrigado pelo comentário.ABC

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