Ontem, o habitual “Prós e Contras” brindou-nos com uma sessão sobre a “reabilitação” dos “centros históricos” e do “património construído”, o “relançamento do aluguer de habitações” e outras nobres e santas causas.
Em representação do governo que temos estava um senhor secretário de estado, de seu nome Ferrão, bem como um rapaz de pastinha parta a testa, com um nome de reminiscência gaulesa.
Estes fulanos foram postos, por várias gentes, diante do problema de o património não ser do Estado mas de quem dele é dono, e de ser o Estado quem tem dado cabo do património alheio através do mais estúpido regime de arrendamento de que há memória. Foram postos, por várias gentes, diante do problema de o novo NRAU ser o mais estúpido de todos os regimes jamais imaginados pela humanidade.
Que responderam a isto? Com a mais rebuscada complicação burocrática de que há memória. Diplomas e diplomas, licenciamentos estranhos, o Estado a “gerir” o património dos outros, medidas fiscais punitivas, regimes de excepção, etc. etc.
Parecia que estávamos perante gente completamente maluca. Mas não. Estávamos só diante de socialistas, isto é, de gente que se compraz em complicar o que é simples, em tolher o exercício da cidadania com trafulhices legislativas destinadas a engordar o poder do Estado e a diminuir o espaço de liberdade das pessoas, gente que se diverte a não reconhecer nem a raiz nem a natureza dos problemas, gente que goza, via inacreditáveis exercícios “intelectuais”, com a criação de mais um emaranhado daquela burocracite aguda que lhes resguarda os inúteis empregos e lhes alarga o poder.
Pobre património. Pobres de nós.
16.6.09
António Borges de Carvalho
NB. A coisa foi de tal ordem que desliguei o aparelho antes do meio do programa, a fim de que me não desse para o atirar pela janela fora.

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