IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


APELO AOS LÍDERES DA DIREITA

 

Aturada investigação concluiu que o Lopes da Mota tinha feito pressões, parece que por conta do governo, para que o caso Freeport (fripór, no linguarejar do primeiro-ministro) fosse prontamente mandado para o caixote. Daí, um processo disciplinar. OK.

Das profundezas da indignação, o PSD, o CDS e o PC clamaram pela imediata demissão do homem. OK. O BE foi mais cauteloso, sabe-se lá porquê. OK.

Toda esta gente acha que o Dr. Loureiro devia ir à vida. Toda esta gente acha que o ministro da agricultura devia ir à vida. Toda esta gente acha que o Lino devia ir à vida. OK.

E o Pinto de Sousa? Não acham? O pinto de Sousa é mais que os outros? O Pinto de Sousa não aldrabou com o curso? O Pinto de Sousa não aldrabou com os impostos que não ia aumentar e aumentou? O Pinto de Sousa não fez projectos objectivamente ofensivos da paisagem e do ordenamento do território? Não é suspeito de andar a ganhar dinheiro assinando projectos de terceiros? Não está envolvido numa história de lixos que anda a aboborar nos Tribunais? Não está metido, de uma forma ou de outra, numa martingala que mete ingleses e portugueses, com eventuais moengas de luvas e de aprovações “expeditas”? Não comprou um andar com suspeitas de favorecimento?   

O que leva a oposição a não pedir a demissão do Pinto de Sousa?

Os comunistas do PC e do BE tratam de o acusar de fazer “política de direita”. Por isso, deixam-no estar. Quanto mais “política de direita” ele fizer, mais cresce a esquerda. Como a direita, burra que nem um comboio, é incapaz de denunciar a política de esquerda que o Pinto de Sousa nunca deixou de fazer (mais impostos, mais contribuições, mais taxas, mais propaganda, mais “políticas sociais”, mais regulamentos, mais bagunça na justiça, perseguições a quem não está de acordo, intrusões na comunicação social, nacionalizações, intromissões constantes na esfera privada, “parcerias” suspeitas, política estalinista de grandes obras públicas, mais Estado, mais Estado, mais Estado…), a esquerda faz vingar a sua tese, e o eleitorado é capaz de acabar por ir na conversa.

A direita, como a esquerda, deixa-o estar. Acha, como a esquerda, que é bom que o homem tenha mais tempo para se enterrar. Não percebe que, a continuar a deixar que a esquerda repita sem cessar a mentira de que as culpas são de se governar “à direita”, o que faz é tirar votos a si própria. Não percebe que, por mais que gritasse, nem o homem caía, nem o Presidente, que não é o Sampaio, o punha na rua. Por conseguinte, assim como clama pela demissão deste e daquele, por razões de “ética política”, poupa o Pinto de Sousa, o único para o qual há razões fortes de ética política para ser posto na rua.

Trata-se de um “moralismo”, quiçá republicano, cuja principal característica é a selectividade.

Aqui fica um apelo à Dona Manuela e ao Portas (Paulo). Clamem pela demissão de quem deve ser demitido. Os outros caem com ele. Figos da mesma figueira, não valem um caracol.

14.5.09

António Borges de Carvalho


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