IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


DE CU TREMIDO

 

Segundo diversos observadores independentes, o fim-de-semana do 1º de Dezembro foi um drama horrível para os moradores do Campo Pequeno e ruas adjacentes.

 

Vinda sabe Lenine donde, uma chuva de comunas veio abrilhantar a festança unanimista que se desenrolava na Praça de Touros. Nada a dizer.

O pior é que os proletários hoje em dia andam de cu tremido, de popó, o que quer dizer que já não são proletários. O horrível capitalismo, objecto do ódio, da inveja e da fé cega e ignorante dos comunistas, acabou com o proletariado. Promoveu-o. Promovido, o proletariado interiorizou os piores defeitos da pequena e média burguesia. Os comunas continuam tão trogloditas como quando eram proletários. Ou mais.

Trogloditas ideológicos? Ça va sans dire. É público e notório. Trogloditas tout court, também. Como a seguir se demonstra.

À volta do Campo Pequeno, o bairro ficou pejado de automóveis, cujos donos não quiseram pagar lugares nos três pisos de estacionamento que tinham à disposição por baixo da praça, ainda menos no hectare de parque que há na Sacadura Cabral e que fica longe (uns cinquenta metros!).

Durante três dias, o vermelhusco pessoal ocupou passeios, arrancou pilaretes camarários para facilitar a penetração, tapou, com as máquinas em segunda fila, os carros dos pobres moradores – alguns não puderam ir passear porque tinham a saída trancada -, sujou as ruas e os jardins. Uma selvajaria dos diabos.

 

Enquanto o camarada Jerónimo tonitruava postas de pescada marxista-leninista-stalinista e as gordas choravam com o filme do Cunhal ou as bocas da Odete, as pessoas normais viam o seu sossego assaltado, eram incomodadas pelas hordas de viaturas, ficavam prisioneiras nas suas próprias casas, tudo em nome dos amanhãs que cantam, do socialismo real e da ditadura do proletariado.

Loiras oxigenadas, inchadas de entusiasmo dialéctico, tipos de calças de fato de treino e peito feito ao “futuro”, fulanos com o bandido Guevara pintado na ticharte, velhotes de boné a repetir slogans já gastos, rapariguinhas apanhadas ao engano frementes de quente camaradagem. À saída a chusma espalhava-se cá por fora em cima da relva, espojava-se nos bancos dos jardins, o chão cheio de beatas, de papéis, de latas, de escarretas. Uma bagunça sem nome. Três dias depois, ainda os almeidas não acabaram o serviço.

 

Acredito que seja esta a civilização com que o PC gostaria de nos brindar. Mas podia, ao menos, disfarçar, e não provar à saciedade a sua total falta de civismo.

 

Eu sei, eu sei que os prejudicados, incomodados, maltratados pela matula, são “burgueses” que outra opção de classe não fizeram. Nada se lhes deve, não é? Antes pelo contrário. Que sofram o mais possível, até que as "massas" os eliminem de uma vez por todas.

 

Em abono da verdade, acrescente-se que a polícia que, nos dias normais, passa a vida a chatear meio mundo precisamente no local em apreço, primou pela ausência. Que diabo, com toda a razão! Nem os comunas são civilizáveis, nem a polícia ter por função contribuir para a ordem pública.

 

2.11.08

 

António Borges de Carvalho


2 respostas a “DE CU TREMIDO”

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