Com a devida vénia:
Desde Salazar que nenhum primeiro-ministro havia acumulado, formal ou informalmente, tanto poder como José Sócrates, e provavelmente desde Afonso Costa que nenhum tinha uma noção tão instrumental do uso e abuso do poder.
É, pois, assim que estamos. Não por causa de um “menino de ouro”, mas porque somos pequenos, pobres, acomodados, avessos ao risco e à frontalidade, no fundo, iliberais. O que temos é o que merecemos.
José Manuel Fernandes, “Público”, 29.11.08

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