IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


AVALIAÇÕES DA TRETA

 

No dia em que, por ordem do senhor Pinto de Sousa, a ministra da educação cedeu à gritaria dos bandos sindicais, isto é, dos partidos comunistas, o Irritado escreveu que a avaliação dos professores tinha acabado, que a monstruosa rebaldaria, a preguiça, a irresponsabilidade e o abuso iam continuar como dantes, e que a “classe” dos professores, a breve prazo, voltaria à carga, a fim de inviabilizar o que ainda restava do chamado processo de avaliação profissional.

 

Quando o tipo do bigode e do olho de xarroco voltou aos monitores, o Irritado gritou “aí estão eles!” (post de 07.10.08), seguindo a previsão que tinha feito, facilmente, dir-se-á, uma vez que é preciso ser muito estúpido para não perceber o que viria a seguir.

 

O que vinha seguir, aí está: o sindicato apresentou as suas “justas” exigências. A saber:

– Os professores passam a participar na definição de todos 

  os seus objectivos de avaliação;

– A supervisão do processo passa a ser feita pelos colegas;

– Deixa de haver quotas para as melhores notas;

– Os mais mal classificados deixam de sofrer com isso;

– Todos os critérios de avaliação passam a ser controlados

   pelo avaliado;

– Todas as classificações passam a ser feitas pelos

   próprios, sem intervenção de gente de fora;

– As classificações de “regular” e “excelente” desaparecem,

  ficando só as de “muito bom”, “bom” e “insuficiente”;

– As avaliações passam a ser feitas de quatro em quatro

  anos;

– As notas mais altas deixam de ter influência na progressão

  na carreira;

– O “insuficiente” deixa de poder ser motivo para rescisão

  contratual;

– Os “insuficientes” passam a ser objecto de um plano de

  apoio.

 

Como acima dizia, não é preciso ser muito esperto para perceber que, a ser aprovadas as propostas do sindicato, se passará a um sistema de total irresponsabilidade e absoluta impunidade.

Se tais propostas não forem aprovadas, o bigodes arranja mais uma gritaria de tal ordem, que, passados uns dias, o senhor Pinto de Sousa se borra todo outra vez e a ministra, disciplinadamente, mete a viola no saco.

 

Antes que se comece a gastar uma fortuna com avaliações que não servem para nada a não ser para que tudo fique na mesma ou pior, a única medida com algum sentido é acabar com a coisa em definitivo, e deixar correr.

 

Para quem não tem coragem para matar coelhos, o melhor é não ir à caça.

 

11.10.08

 

António Borges de Carvalho


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