Nas palavras luminosas do seu magnânimo Grão-Mestre, o Grande Oriente Lusitano (Maçonaria) é nada mais nada menos que “um conjunto de lobbies com interesses distintos”. Gabe-se a sinceridade do senhor. Após a sua reeleição, porém, as coisas vão mudar. Grão-Mestre há só um, é ele e mais nenhum.
Acho muito bem.
O Grande Oriente passa a fundação. Nela se integrará o “património imobiliário” da maçonaria, hoje disperso, dedicando-se a organização à sua “gestão”. A fundação será, por obra e graça do secretário de estado Lacão (maçon), de utilidade pública, isto é gerirá o património sem pagar impostos. Para já, vai construir uma nova sede, na Graça, o que implicará, necessariamente, a “gestão”, ou seja, a venda da antiga, no Bairro Alto, à especulação imobiliária, o que deve render uns largos cobres. O GOL tomará, assim, medidas destinadas a “salvaguardar e valorizar todo o património”, “através de mecanismos jurídicos de protecção” e de “meios de gestão em moldes adequados aos tempos actuais, capazes de rentabilizar todo o património”. Para compor o ramalhete da “gestão”, a maçonaria abrirá uma IPSS, a qual, nas palavras do Grão-Mestre, vai “beneficiar do apoio da Segurança Social”.
Ou seja, uma operação imobiliária que, para além de tax free, ainda vai beneficiar de uns apoios financeiros do Estado, obviamente com fins sociais…
A malta não brinca em serviço.
6.10.08
António Borges de Carvalho

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