Em mais uma notável intervenção do governo a favor dos portugueses, aquele tipo da franjinha que parece que é secretário de estado decretou que os atletas olímpicos passavam a integrar a segurança social, isto é, que os anos em que andam em actividades desportivas passam a contar para a reforma, para além das demais prestações sociais.
Nada de espantar. O que seria de estranhar seria que os atletas não tivessem protecção social.
No entanto, o que caracteriza esta notável “reforma do Estado” é o facto de os atletas passarem a ter esses direitos… de borla!
O caso ter-me-ia passado despercebido, não fora a trombeta governamental ter feito a costumeira publicidade à coisa. No meio da propaganda, houve um atleta (um herói!) que disse que sim senhor, que achava muito bem, mas que não queria ser mais que os demais e que preferiria pagar, como pagam os seus concidadãos.
É evidente que a entrevista com o homem passou só uma vez. Diria que quem está à pega é o funcionário da RTP que não teve, a tempo, a inteligência de “editar” a reportagem a contento do patrão.
António Borges de Carvalho

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