IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


OLIVENÇA

Anda para aí um anúncio, de págima inteira, duma coisa que se chama MEO, onde um tipo qualquer abraça um giagantesco dístico onde se lê OLIVENZA – grafia castelhana. O slogan, por sua vez, reza “Portugal e arredores”.

Talvez a respeito das burrices do ministro da defesa nesta matéria, havia que explorar o assunto com lata, acrescida de ignorância. A referência a “arredores” outra coisa não significa que não seja que Olivença é um “arredor” de Portugal, que não Portugal.

Vejamos. Olivença foi roubada (“tomada” manu militari) pela Espanha, nas confusões da guerra peninsular, julgo que quando Castela, ou Espanha, ainda esatava “feita” com os franceses. Mais tarde, o referido país, assinou um tratado que impunha a restituição do concelho ao seu legítimo proprietário, ou seja, à soberania portuguesa. Espanha, useira e vezeira nestas matérias, jamais cumpriu o que assinou.

Hoje, a situação é esta: Olivença está apinhada de espanhóis e de património histórico português. Absurdo, mas verdadeiro. Quem lá vai, percebe que está em Espanha. Não há nada a fazer, nem a Portugal convém pôr-se aos pulos sobre o assunto. Para chatices e roubalheiras a água do Alqueva já chega. Idiota seria levantar a questão depois de tantos anos. Mas, convenhamos, a fronteira, à luz do direito internacional – vem nos mapas (das estradas e da ONU) – não é reconhecida por Portugal, e muito bem. Uma coisa é tolerar uma situação de facto, outra é reconhecê-la  de jure. Digamos, para simplificar, que Olivença será “território português sob administração espanhola”, ou coisa do género. Ponto.

Mas não é um “arredor”! Nenhuma empresa, maxime a monstruosa e antipática MEO, tem o direito de o afirmar. 

Vão lá estender o sinal para onde lhes apetecer, mas sem dar (mais) pontapés na História, no Diteito, ou na gramática.

 

23.10.2024 



Uma resposta a “OLIVENÇA”

  1. Com certeza só é irritado quem se irrita.E cá temos o Irritado irritado com uma coisa que se chama MEO, que pelos vistos deve ser cliente da NOS ou da Vodafone.A mim, também, me faz confusão, como o estado novo, a República e o liberalismo monárquico, tão nacionalistas que foram, nunca se lembraram de reaver Olivença ao domínio espanhol. Agora temos as gentes do CDS a querer recuperar eleitorado e vai daí esta lembrança, particular, do ministro do CDS no governo AD, e também na AR os dois deputados não dão sintomas de Chega pra lá.

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