IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


EVIDENTEMENTE

Não sei o que é pior, se as declarações de Marcelo, se as duma brasileira com a assento no respectivo governo.

Um pouco de História. Quem ouve as bojardas esquerdistas (e, agora, marcelistas) sobre a escravatura, é levado a pensar que os portugueses, manu militari, invadiam territórios nas colónias, matavam gente, cercavam povoações, etc., para angariar mão de obra escrava.

Sem negar a escravatura, nem a justificar o injustificável, devia haver alguém, mais responsável, ou credível que o IRRITADO, a pôr pontos nos is. Não há memória histórica de tais razias. Os escravos eram mobilizados por negociações dos negreiros com as autoridades locais, sobas, reis do povo, “mais velhos”, e outros com poder sobre as populações. Tão responsáveis como os negreiros são os que com eles faziam negócios em boa paz e harmonia “económica”.

Quem deve a quem? Evidentemente, ninguém. Quem é, hoje, responsável? Evidentemente, ninguém. Quem deve receber “reparações”? Evidentemente, ninguém.

O nosso Presidente está maluco? Evidentemente, pelo menos às vezes.

A ministra brasileira? Essa, deve ser doida de nascença. Então o Brasil, atafulhado de património português, criado pelos portugueses, tornado independente por um Rei português há dois séculos, quer mais? A mulher é doida, ignorante, burra, ou só desonesta e oportunista? É tudo isso e muito mais.

Evidentemente.

 

26.4.24



3 respostas a “EVIDENTEMENTE”

  1. Boa tardeQuanto à escravatura vou apenas acrescentar alguma coisa à sua tese. Os europeus esperavam na costa para comprar “escravos” que os próprios negros vendiam. Talvez tivessem aumentado “a produção” de escravos devido ao aumento da procura. Mas para que os europeus pudessem “acumular” Capital, era uma coisa natural. “Pecado” de quem vendia e de quem comprava.Quanto à ministra brasileira ela não tem qualquer razão. O Brasil existe porque houve colonização europeia – portuguesa, holandesa, francesa, italiana, alemã, castelhana, … -.Se os europeus se tivessem deixado ficar, cá por esta Península da Ásia, não haveria Canadá, EUAN, México, Brasil, Argentina e outros tantos Estados construídos à maneira europeia porque, aí sim, a invasão e as doenças que levaram com eles, eliminaram quase totalmente os Povos (Tribos) daquela Terra.É isto que muitos, neste caso, brasileiros – da extrema esquerda à extrema direita – esquecem. Os verdadeiros descendentes daquela Terra são as Tribos que ainda não entraram em contato com os invasores de moto próprio – os europeus – e forçados – os africanos. Todos os outros são estrangeiros, descendentes de estrangeiros que ocupara uma Terra que não era deles.Aqui há um, ou dois anos comentei um texto de um brasileiro que insistia que o atraso do Brasil se devia aos portugueses. Disse-lhe eu – “passados 150 anos (agora 200) sobre a vossa independência a culpa ainda é nossa? Que andaram a fazer durante estes cento e cinquenta anos? Acho que, para se sentir melhor, deveria voltar ao país de origem dos seus ancestrais”.Bom fim de semana,Zé Onofre

  2. Zé Onofre, o irritado só quer conversa.ele até sabe que o principal negócio dos portugueses na costa ocidental de África até ao século XIX foi o comércio de escravos, quer para o Brasil, quer para o restante continente americano. o negócio do café em Angola começa no séc. XIX e baixa o comércio de escravos a partir de 1836, que passaram a ser utilizados nas plantações de café.

  3. Avatar de Filipe Bastos
    Filipe Bastos

    Muito bem, Irritado: ninguém deve a ninguém. Evidentemente. Se eu for hoje a sua casa roubar-lhe as pratas, partir-lhe as pernas e escravizar-lhe os netos, isso é chato; mas daqui a duas ou três gerações ninguém terá culpa. O que lá vai lá vai. Claro que os meus descendentes beneficiarão do saque e os seus perderão com ele, mas é assim a natureza: entre animais o mais forte tem sempre razão. E que somos senão animais, né? Note que concordo que não deve haver reparações; não nos termos defendidos pela pseudo-elite que nos governa. Fantoches como o Prof. Martelo defendem-nas porque não lhes saem do bolso: seriam pagas pelos de sempre, pelos mesmos que lhes pagam tachos e mordomias, os mesmos que foram explorados cá tal como os povos colonizados, amiúde também com violência. Mamões como a Diamang, que até 1975 brutalizou milhares de angolanos, até rivalizando com os infames belgas do Congo, apenas actuavam com maior impunidade que os mamões de cá. Aliás, não tivesse havido África, Índia ou Brasil e incontáveis milhões de portugueses, ingleses e outros europeus – brancos e pobres – teriam sido (ainda mais) explorados em sua vez. Quem deve pagar as reparações é quem realmente ganhou com tudo isto: as famílias reais, os aristocratas, os ‘empreendedores’ mamadores, quem lá enriqueceu ou cá enriqueceu ainda mais. Mas não devem ser pagas às ‘elites’ corruptas que hoje gerem as ex-colónias, os pulhíticos e gangsters que mandam nos Brasis e Angolas com a conivência dos mamões europeus. A verdadeira questão das reparações não é entre países: é entre classes. Como tudo o resto.

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