IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


O IRRITADO VOLTA À BAILA

Dizia-se isto em tempos que já lá vão. Não sei se ainda se usa, se já foi substituído no léxico da novilíngua, já que “baila” devia dizer-se “baila, bailo e baile” a fim de evitar sexismos, coisa do passado. Hoje não há sexos, há “géneros”.  O IRRITADO (que se julgava do sexo masculino) tem dado tratos à mioleira, a fim de saber de que género é. Para além do que o nome diz, é do género chato, gerontocrático, antipático e benfiquista. Dos géneros em voga, o IRRITADO não percebe nada nem tem interesse em perceber.

O que poderá interessar aos que fazem o favor de o ler é dizer que isto é uma tentativa de recomeçar os trabalhos, sem compromisso nem garantia de continuidade.

Para além dos sexos, há muitas outras coisas a caminho da extinção. Portugal é a primeira delas. A Constituição não é “Portuguesa”, é “da República”. Depois de um “preâmbulo” em que nos informa que isso de democracia, direitos, primado da lei, etc, é muito bonito desde que se mantenha o objectivo principal, isto é, que se construa uma “sociedade socialista”.  E assim por diante: logo na primeira linha do artigo 1º, a Constituição informa o povo de que “Portugal é uma República”, como tal o definindo. Definir é marcar os limites. Logo, quer dizer que, quando não era república, Portugal não existia. Seria outra coisa qualquer, Portugal é que não. Oito séculos para o caixote do lixo. Respeitados alguns detalhes, estatuído fica que a tal república, ou é socialista ou sai das “normas”, não presta. Talvez não só por causa disto, mas no glorioso espírito disto, Portugal vem definhando às mãos de um socialismo dito democrático mas meramente determinado em guardar o poder, haja o que houver e doa a quem doer. E dói, antes de mais à inteligência de cada um. A médio ou longo prazo, Portugal, enquanto país, está condenado à  inexistência. Com ele, outras instituições e maneiras de pensar sofrem parecido destino. A família, por exemplo. A honra, o primado da verdade, o sentido de responsabilidade, os valores que se diria perenes, a Informação, mais a Defesa, a Educação, a agricultura, a marinha (militar e civil), a Liberdade económica… Tudo substituído por um burocracia infrene e por um poder que, por avassalador, provoca o desinteresse, a desilusão, o abandono nos braços do que “está”.

A única esperança das novas gerações mora no estrangeiro. É semelhante à dos miseráveis da África negra e do Industão. As características são diversas mas no fundo o fenómeno é o mesmo.

E esta já vai longa. Espero que o IRRITADO não esmoreça sem dizer umas coisas sobre a actualidade.

 

24.1.24  



5 respostas a “O IRRITADO VOLTA À BAILA”

  1. “Oito séculos para o caixote do lixo.” Ao menos que fosse para reciclagem.

  2. Avatar de Manuel Alberto Fernandes Soares
    Manuel Alberto Fernandes Soares

    Se bem conhecia (pensava eu ) o verdadeiro IRRITADO, fico pasmado ao ver a sua faceta monárquica, cuja justificação eu não encontraria ao analisar o autor em tempos idos. Era uma pessoa bem disposta, com imenso sentido de humor, nunca demonstrando a sua irritabilidade mesmo num cenário de guerra (que nunca o foi na realidade, por sorte do destino) mas eram tempos em que a política ainda estava estrangulada pelo “filho do caseiro”, como ele terá referido com certo humor, num episódio contado por alguém a seu respeito… o António Salasar. Mudando de assunto, reconheço mérito ao IRRITADO quando descarregava o seu “ódio visceral” sobre o então primeiro ministro, Sócrates. Hoje reconheço que todos os atributos negativos que lhe atribuía eram quase elogios, quando comparados com o curriculum desse sacana, e ainda anda à solta… espero que desta vez vá dentro.

  3. Avatar de antónio luis castro
    antónio luis castro

    Que seja muito bem vindo! Já estava a ficar preocupado, e tem feito imensa falta. Na confusão em que mergulhamos, faz sempre falta ouvir a opinião de todos, sobretudo os mais atentos e esclarecidos. Claro que esta Constituição é totalmente ideológica, pelo que ainda deve muito à democracia, tal como entendo esta. Mas já foi pior. Quanto ao resto, nada a acrescentar pois são tudo lugares comuns do bom senso.

  4. O Irritado volta sempre a este tema: “Portugal é uma República” é uma faca que lhe espetam no lombo, talvez ainda mais que o “abrir caminho para uma sociedade socialista”. É que de socialista esta colónia da UE, dos EUA e dos ‘mercados’ tem, além do xuxalismo vigente, rigorosamente nada; mas é realmente uma república. Não das bananas, mas dos bananas. Que diferença faria um rei? O choninhas D. Duarte em vez do narcisista Marcelo? Tirando (talvez) poupar umas lecas, e (de certeza) dar mais assunto à imprensa cor-de-rosa de ‘celebridades’ e futilidades, diria que pouco ou nada: o rei teria um papel ainda mais inefectivo e cerimonial, teria ainda menos suporte popular, e seria ainda menos democrático – o que é obra. O Irritado lamenta o presumível fim da família, da honra, da verdade, da Defesa e outras coisas assim boas; mas nas raras monarquias que ainda existem o rumo parece semelhante. As queixas também. Que país conhece, Irritado, que vá lindamente pelos seus critérios? Talvez a Espanha do trafulha D. Carlos? A Inglaterra do pascácio Carlos… e do virtuoso Andrew? Da nossa fantástica Constituição – por acaso conhece alguém que tenha participado nesta maravilha? – aquilo de que o Irritado nunca fala é isto, logo no Artigo 2º: o “aprofundamento da democracia participativa”. É difícil dizer de qual objectivo estamos mais próximos: se da sociedade socialista, se da democracia participativa. Estamos tão perto de ambos. Tão, tão.

  5. O irritado continua a querer ser o RAP, mas é irritante de mais e não tem graça. E tem oportunidade de dizer o que lhe apetece que ninguém o processa como sendo d. Augusta do 3° andar a discutir com a porteira.

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