IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


“REALIDADES”

Uma loira, devidamente oxigenada, plantou no “Público” umas coisas mais ou menos ininteligíveis. Inteligente porém, é a conclusão do escrito. Assim: “a realidade é política e, assim sendo, é de esquerda”.

Num rasgo de génio, a plumitiva em causa resume toda a filosofia do nacional-esquerdoidismo.

Como o Tavares, muito ocupado com o controle dos seus inúmeros assessores, deixou de nos presentear com as suas arengas – esquerdistas mas não burras – , o senhor Carvalho, perito em cravos e ferraduras, decidiu substituí-lo por esta nova rosa dos jardins da esquerda. Já sabíamos que a moral, a correcção, a razão, a democracia, os “bons” costumes, etc., eram propriedade de tal gente, coisas a impor, com a devida obrigatoriedade, aos pacóvios. Mas que a própria realidade faz parte de tal património, é de estalo.

A realidade ou é de esquerda ou não é realidade. Até o Sol e a Lua cheia são de esquerda, sob pena de ficarmos às escuras.

 

21.2.22



12 respostas a ““REALIDADES””

  1. Realmente, que assunto tão irritante.Irritou-se com esta para encher chouriços, como essas tvs à la mode a arranjar uns assuntos importantíssimos.

  2. Talvez o Irritado exagere o alcance da frase da loira (Carmo Afonso?); talvez ela queira apenas dizer que, como atesta o resultado das eleições – tema doloroso, bem sei – a actual realidade é PS. Claro que esquerda e PS são coisas tão diferentes quanto o proletariado e o funcionalismo público, o socialismo e o xuxalismo, a cerveja e o mijo. Mas para si são a mesma coisa, para a direita também, e talvez para a loira também. Ainda que o sentido fosse mais literal – toda a realidade é de esquerda – qual o espanto? Não diz a direita o mesmo? Não somos doutrinados todos os dias na inevitabilidade cósmica do capitalismo, do ‘mercado’ e do TINA? Não diz o Irritado “para mim o capitalismo não é uma ideologia, é a economia, é a vida”? Pois agora sabe quão absurdo isso soa. Ponha os olhos na loira.

  3. Muito importante a loira, devidamente oxigenada, nem a D. Josefa porteira reparava neste importantíssimo pormenor.

  4. Como o Irritado anda triste, para animá-lo trago-lhe um novo episódio da série ‘porque é o mundo como é’. Em 1928, tinha Salazar chegado a Ministro das Finanças, um político de 35 anos foi eleito governador do Louisiana pela maior margem de sempre, derrotando com 96% (!) dos votos o oponente republicano. Chamava-se HUEY LONG. Ao contrário do habitual na época e no Louisiana, Long não apelava ao racismo; focava-se na divisão entre pobres e ricos. Entre várias peripécias, nem todas recomendáveis, chegou ao Senado. E começou a atacar em força o status quo, as grandes fortunas e empresas, a gritante desigualdade. Isto coincidiu com a eleição de Roosevelt e com o seu New Deal, geralmente visto como a política mais progressista – no sentido de esquerdista – dos EUA. Mas para Long, muito insuficiente. Piurso, Roosevelt mandou investigá-lo para descobrir-lhe podres fiscais; nada descobriram. O tipo era limpo! Em 1933, Long lançou a proposta Share Our Wealth – PARTILHAR A RIQUEZA: — limitar as fortunas a $8 milhões (hoje 96 milhões); — limitar os salários a $1 milhão por ano (hoje 12 milhões); — limitar as heranças a $5 milhões (hoje 60 milhões); — rendimento anual garantido de $2000 a todas as famílias (1/3 da média nacional); — saúde, educação universitária e vocacional gratuitas; — maior regulação para evitar oligopólios e monopólios.

  5. Long tornou-se o político mais popular do país: recebia 60.000 cartas por semana; a Sociedade Partilhar a Riqueza chegou a 8 milhões de membros; o seu jornal a 1.5 milhões. Em 1935 tornou-se putativo candidato presidencial. Já imaginou tal heresia, tal comunice na sagrada terra do capitalismo? Na sua América? E com sucesso! Que aconteceu? Foi assassinado em 1935. Mais de 200.000 pessoas foram ao funeral. Com ele morreu o Partilhar a Riqueza. E é por isto que o mundo é como é. Como os mamões querem que seja.

    1. ‘Tá ver, ’tá ver, é o que faz ter inimigos armados ao pé da porta.

  6. Avatar de Só sei que nada sei
    Só sei que nada sei

    maior desfaçatez só o “nosso inteiro” leninez que de traseiro apertado, não vá perder os rublos, expilikou porque não pode condenar os invasores comunistas

    1. A ignorância é de um atrevimento sem limites!

      1. Avatar de Só sei que nada sei
        Só sei que nada sei

        Como sempre quando vomitas estás sempre virado para o espelho

  7. «Os americanos displicentes deixaram de prestar atenção por tanto tempo que, se a verdade for dita, a situação está fora de controlo. Há zero inteligência em Washington. No seu lugar está uma Russofobia cega. Não há peritos russos objectivos nos EUA para encorajar uma política externa sã. A análise objectiva é considerada como propaganda russa e ignorada. Tudo o que Washington tem feito conduz a um conflito com a Rússia. A mistura de uma total falta de objectividade com armas nucleares é a receita do desastre.»Isto não é a realidade, é apenas uma interpretação muito lúcida, duma parte dessa realidade, feita por um americano que foi conselheiro do Presidente Reagan.A imbecilidade maldosa campeia pelo mundo.O verbalismo oco é perigoso.Quem quiser pensar o futuro da humanidade de forma séria terá de ter em conta o povo russo e na sua proposta de multilateralismo de soberanias. Esta ideia não é nova. Tinham-na Salazar e Staline num nacionalismo não agressivo.Estes apóstolos da liberdade e da igualdade, que se julgam com mais valores do que os outros não sabem avaliar nada. São como papagaios criados em cativeiro. Dizem que os da selva possuem uma linguagem com cerca de três mil vocábulos.Tudo de bom para o Irritado e o Filipe. Perdoem a familiaridade mas somos velhos conhecidos.

  8. Avatar de Só sei que nada sei
    Só sei que nada sei

    Uma semana sem postar é obra!Será que muito humanitariamente vai a caminho do campo de peleja?

    1. Agradeço a sua atenção ao que (não) vai acontecendo neste blog. Ainda não morri, não estou doente, nem desmotivado. Só que, às vezes, não me apetece. Não é um cessar fogo propositado. É o descanso das meninges. Estou entretido a construir um barquinho.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *