IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


LADRÃO QUE ROUBA LADRÃO…

O IRRITADO solidariza-se com o problema do balsemónico grupo de empresas que foi atacado por piratas (bandidos, gatunos, canalhas) informáticos, prejudicando gravemente os atacados, a sociedade em geral a nossa segurança em particular.

O ataque foi, e bem, universalmente condenado. No caso, o IRRITADO está de acordo e deseja ardentemente que o problema seja resolvido, ainda que duvide que seja possível fazê-lo nas suas consequências para além do problema das empresas envolvidas. É que, ou muito me engano ou os dados de cada um continuarão à disposição dos bandidos.

O assunto levanta graves dúvidas em relação aos meios utilizados pelos hackers. É que os mesmos meios são utilizados, por exemplo, pelos chamados jornalistas de investigação, os quais os utilizam com impune frequência, e são incensados por isso. Levanta dúvidas, também, em casos como o do senhor Pinto, tão hacker e tão bandido como os que atacaram a Impresa, e igulamente celebrado pelos bempensantes de serviço e até pelas polícias.

Sejamos francos. O que está em causa não são os fins, que justificam uns e condenam os outros. Em causa estão os meios utilizados. Portanto, ao contrário da “antiga” moral, os fins passaram a justificar meios. Os “pesquisadores” da net são bons ou maus consoante os fins, os meios não interessam. Diz o povo que “ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão”. Ao contrário da moda, julgo que o povo, desta vez, não tem razão.

 

10.1.22



Uma resposta a “LADRÃO QUE ROUBA LADRÃO…”

  1. O Irritado coloca ao mesmo nível jornalistas, hackers, Assange ou Rui Pinto. Nesta visão, quem acede a dados sem autorização é sempre “bandido”, seja qual for o motivo ou os donos dos dados – incluindo bandidos. Logo, para descobrir segredos dos poderosos, dos corruptos e trafulhas, de oligarcas e grandes empresas, de governos e ditadores, só há uma forma válida: obter uma autorização oficial, um mandado dum tribunal. Certo? Isto requer uma série de pressupostos, cada um mais burlesco que o anterior: 1) que os tribunais funcionam; 2) que os magistrados são isentos a analisar os pedidos, e céleres a despachá-los; 3) que os investigados, com o seu poder, dinheiro e influência, não descobrem tais pedidos; 4) que entidades como a Wikileaks e indivíduos como Rui Pinto podem recorrer a tribunais; 5) que algum governo admite tal investigação sem invocar “segredo de Estado”. O 5º traz geralmente um bónus: os interessados são convidados a visitar os calabouços por algumas décadas, isto quando não aparecem mortos, para outros eventuais interessados aprenderem a não ser curiosos. E não é assim apenas em terríveis ditaduras africanas ou comunas. Veja a canalha americana.

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