Nisto da vacina do covide, só há uma certeza: o Estado “dispensa” qualquer espécie de colaboração de privados, sejam hospitais, sejam farmácias, seja o que for. A receita é tão só ir para as bichas dos centros de saúde do Estado, os quais, como é evidente, ou não têm capacidade para vacinar multidões, ou deixam da a ter para atender a clientela normal.
Para o socialismo, a saúde é monopólio do Estado, não como serviço mas como “inalienável bem”. Não é pública por prestar serviços públicos, é-o por ser propriedade pública. Como é evidente, do que os cidadãos precisam é de serviços de saúde em boas condições, independentemente de quem os presta. Diz a experiência que os serviços públicos, quando contratados com privados, são tão bons ou melhores, e até menos caros para os contribuintes.
Mas isto não interessa ao socialismo em vigor. A saúde pública, mais do que um serviço propriamente dito, é uma forma de poder. O Estado socialista está mais preocupado com o poder que com os serviços que deve aos cidadãos.
Assim, o mais provável é que as vacinas do covide venham a ter o mesmo tipo de organização que o SNS. Difícil, pelo que já se sabe, será dar ao Estado o benefício da dúvida.
11.12.20

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