Uma estranha característica da III República portuguesa é isto de o palácio presidencial ser uma espécie de centro de conferências de imprensa dos partidos políticos, e não só.
Não estou a dizer mal do actual senhor de Belém. Neste aspecto, os do passado são iguais.
Isto de, após uma audiência formal, ficar o palácio à disposição de jornalistas e de políticos para mandar os seus bitates, é coisa que, na Europa civilizada, me parece única e incompatível com a gravitas presidencial que seria de exigir. Os partidos têm a suas sedes, o parlamento, a rua, para dizer de sua justiça. Não deviam ter estas presidenciais borlas.
Fica a opinião, inútil como de costume.
2.11.20

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