Alegrem-se os papalvos. As retenções na fonte vão baixar! Fantástico. Por outras palavras, o IRS fica na mesma. No fim de contas, quem tiver sorte pagará o mesmo. É só esperar pela pancada. Quem não tiver sorte é capaz de levar com algum “toque”, mais ou menos subreptício, nos escalões, ou com outras trafulhices.
O BE lançou um ultimato. Dada a maravilhosa situação da nossa economia, quer proibir os despedimentos. Brilhante a inteligência desta gente. E quer mais, ou seja, menos: para o Novo Banco, zero. Mas adianta uma “solução”: que sejam os outros bancos a adiantar o taco. Qualquer economista, ou mero contabilista, sabe que, de uma forma ou de outra, o Estado, nós, pagará a factura, dêm-lhe as voltas que derem. O BE anda esquecido do contrato que, com o seu aval, foi celebrado pela geringonça. Não esquece que não há solução senão pagar o que se deve, mas atira toneladas de areia aos olhos das pessoas, partindo do princípio de que são estúpidas. Muitas haverá que o sejam. É o populismo no auge da desonestidade e da demagogia. Se calhar, o Rio ajuda.
O Estado, ou seja, o governo, já contratou milhares e milhares de novos funcionários. Ninguém sabe quantos, nem o tal governo. Ficarão pendurados no Estado, prestem ou não prestem, e para o resto da vida. Despesa fixa, e para sempre. Quem vier atrás que feche a porta.
Entretando com a desculpa do covide, despeja subsídios e mais subsídios. Ninguém pode ser contra. Só, talvez, quem anda à procura de mão de obra disponível, e nada encontra.
O Estado, ou seja, o governo, não está em maré de fazer contas. Contas para quê? Vem aí a bazuca espirrar notas por todos os cantos. Não se preocupem. É claro que a bazuca é um ovo nos primeiros alvores da gestação, não sendo garantido que não aborte. Contar com ela no rabiosque da galinha não é aconselhável, mas dá votos, não é? Por outro lado, a bazuca, mesmo que dispare, não será com certeza para pagar subsídios aos subsídio-dependentes. Pagarão os do costume, até que os do costume deixem de ter dinheiro para pagar, o que já esteve mais longe.
Como se vê, temos um futuro sorridente: os amanhãs que cantam, na óptica do socialismo.
12.10.20

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