Um senhor, de seu nome António Cluny, procurador-geral adjunto e, simultaneamente(!), presidente do sindicato dos magistrados do ministério público, é, como toda a gente sabe, uma das mais assíduas presenças na rádio, na televisão e nos jornais.
O senhor pronuncia-se sobre tudo o que é lei, tudo o que é processo, tudo o que tem a ver com o sistema de justiça e, evidentemente, sobre tudo o que possa roçar a fímbria da beca dos doutíssimos colegas.
Até aqui, tudo bem. É como o Carvalho da Silva, ou aquele tipo dos bigodes à Sadam e olhos de charroco que aparece mais vezes cá em casa do que a mulher-a-dias e que diz defender o “ensino”. É como o senhor Picanço e outras inevitáveis estrelas da televisão.
Digno de nota é que o distinto magistrado, numa entrevista de quatro (quatro!) páginas a um diário, se insurge contra o “protagonismo” dos magistrados. Imagine-se. O magistrado que mais protagonismo usa, a criticar tal prática!
Bem prega frei Tomás…
António Borges de Carvalho

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