IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


FRUTA DA ÉPOCA

 

Depois de três testes terem dado negativo, um futebolista foi, pela dona Freitas, impedido de jogar. Dona Freitas telefonou ou mandou telefonar exigindo a sua expulsão de um jogo em curso. Parece que o rapaz tinha estado em contacto com um infectado. Manifestou sempre boa saúde e, apesar da diligente insistência das “autoridades” em testes e mais testes, nunca lhes deu o prazer de ser portador do vírus.

Milhares de jóvens – os turistas que restam ao Algarve – foram atacados pela GNR quando praticavam o nefando crime de estar juntos, à noite, a beber umas cervejolas.

Uns casais que levaram os filhos a um parque infantil foram objecto de acção da PSP, por incumprimento culposo dos limites impostos pela pandemia, leia-se, pelo governo.

Todos os dias, os media parangonam as mais terríficas notícias. Não poucas vezes, por exemplo, tenho visto assustadoras letras gordas anunciando a morte de uma senhora de noventa e três anos num lar em Freixo de Espada às Costas.

Nunca, ou quase nunca, fosse quem fosse encontrou em tais veículos estatísticas comparativas dos mortos de anos anteriores, comparando-as com os últimos meses. A “informação” é o que é, está ali para vender, o susto é que vende.  

Os médicos que ainda têm algum amor à sua profissão e ao seu semelhante, que se preocupam com a saúde pública e que não estão borrados de medo ou encostados à bananeira, têm vindo, aqui e ali, nas raras vezes em que lhes dão oportunidade para tal, a chamar a atenção para a necessidade pública de se voltar à “medicina clínica”, isto é de se tratar da saúde por outras razões que não sejam a trampa nacional do covide. Mas a restauração do SNS é coisa que ainda não atingiu o limiar das preocupações do governo. A não ser, talvez, em sede de paleio de xaxa.

Eu sei que há uns heréticos a insistir no fim das catadupas de testes a gente saudável, a fim de lhes acabar com a saúde. Segundo tais e tão anti-sociais indivíduos, devia tratar-se quem está doente e deixar os demais dar cabo do vírus. Mas aí, há que reconhecê-lo, as “autoridades” socialistas e os seus seguidores, caguinchas e outros adeptos, têm que actuar com mão de ferro e sem contemplações. Há que ser polícias e bufos uns dos outros, coisa a que, nos nossos dias, se chama civismo democrático. E que se lixem esses parvos dos cancros, dos AVCs, dos diabetes de de outras actividades menos “cívicas”.

É a fruta da época. Está podre mas deve ser “biológica”.

 

13.7.20



3 respostas a “FRUTA DA ÉPOCA”

  1. Pois, temos que dizer mal da polícia a bater nos jovens, não fora assim os velhos comentavam ‘o governo não faz nada com aquela balda’, ‘tem que ser assim pra ver se isto passa’.’Tá ver?!

  2. O ser humano por natureza é um ser social e de afetos, portanto o proceder sobre a população o contrário é obviamente contra-natura. Distanciamento social, colocar pessoas contra pessoas (nem que seja brancos contra pretos e vice versa), colocar pessoas acusar pessoas e preparar desde cedo os mais novos para o distanciamento social (já vi exemplo chocante em infantários pelo mundo fora) cujo objetivo é criar “ovelhas” bem obedientes e seguindo ao mesmo tempo modas superficiais como se fossem o ultimo grito. A pergunta do momento, é para onde caminha a sociedade (des)humana? Sociedade esta que nunca quis nem quer saber dos mais idosos e de repente surge uma preocupação espontânea dos mais idosos. Toda gente sabe desde o início qual é o grupo de risco, nesse início quando não havia mascaras para todos, então os mais idosos deveriam ser os primeiros contemplados, mas não foi assim. Até parece que o interesse era unicamente gerar medo, pânico, paralisia, estupidez e de facto conseguiram. A melhor ditadura é aquela que estando preso faz- me sentir livre e escolhendo por mim dá a entender que sou eu quem escolho.

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