IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


SOARADAS

 

O senhor Sakozy tem os seus defeitos. Casou-se com uma fulana um tanto duvidosa, o que vem causando as maiores reticências, sobretudo, sabe-se lá porquê, aos que acham a pederastia uma coisa normalíssima, louvável até, e que têm do casamento uma noção de material de consumo, tipo esfregão.

Na opinião do presidente Mário Soares, e para seu confesso horror, Sarkozy ainda é pior do que diz a esquerda “fracturante”. Sarkozy anda a pôr em causa a tradicional política gaulista, que consistia na grandeur da le France contra tudo e contra todos. O senhor Soares não tolera a ideia de ver os franceses fazer as pazes com os americanos, que ameaça!, e, ainda pior, com Sua Majestade Britânica.

Mas o que é isto?, perora o extraordinário socialista. Que é isto de a França querer reentrar nas estruturas militares da Aliança? Que é isto de a França abandonar o nariz arrebitado e começar a lidar com os outros de forma abertamente cooperante? O que nos vai suceder se o maravilhoso eixo franco-alemão deixar de ser o (único) “motor da Europa”, ou se meter mais uns cavalos na maquinaria? Que horrível futuro teremos nós se os dois lados da Mancha e os dois lados do Atlântico se re-aproximarem? Que malvada coisa esta de o senhor Sarkozy andar a preparar a Europa para a era pós-Bush? Que inspiração demoníaca levará o senhor Sarkozy a tentar alargar a sua cooperação com a Grã-Bretanha, designadamente no plano militar?

Colossais ameaças se acastelam no horizonte do senhor Soares. Os franceses, pensa ele, estão aflitos. Com questões internas, direi eu, não tanto com o regresso da França ao “Ocidente”. Os medos do senhor Soares não teriam importância nenhuma se se tratasse de um comentador qualquer. Sendo ele, são de uma tristeza a toda a prova. A verdade é que um bom socialista, como o senhor Soares, não aguenta ver um tipo da direita a fazer coisas certas.

 

António Borges de Carvalho

 


Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *